Ideais e formas de estar…
Tenho-me interrogado muitas vezes se valerá a pena ter ideais e lutar por eles, assumir atitudes e comportamentos, manter a independência de pensar e agir.
Nos últimos tempos, que já me parecem longos. Tem-me parecido que não é uma boa forma de vida, tantas são as mentiras que procuram esconder a verdade, as histórias que deturpam a justiça, e os actos de violência psicológica que procuram coagir a livre disposição de cada um.
Na verdade, ter ideais é uma boa forma de vida que nos dá alguma tranquilidade para o sono da noite, mas que acordado, nos causa uma intranquilidade e um mal-estar que são meio caminho andado para a depressão.
Curiosamente, na política, ou mesmo na vida de cada um, não são os adversários que nos causam esse sentimento, mas sim os correligionários, De acordo com o velho dito popular: “com amigos destes não precisamos de inimigos”.
Tenho procurado uma explicação para esta posição, e não consigo ver a lógica dela, pois as consequências estão á vista. As instituições, os partidos políticos e a própria família, não conseguem sobreviver quando se desagregam, deixando que os ideais que devem presidir se ultrapassem sendo substituídos por questões pessoais e mesquinhas.
Todos conhecemos exemplos de instituições e famílias que quando são atacadas – e às vezes com razão – se fecham e se unem, acabando por ter sucesso na luta em defesa de um objectivo qualquer, que por vezes, nem é respeitável…
A única explicação que encontro situa-se na orbita da incapacidade de assumir o que quer que seja, que não seja o ruído e a irresponsabilidade. Já que não podem ser, há que dizer mal dos que fazem por ser…
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