Novos tempos velhos hábitos…

Há precisamente 207 dias que o meu vínculo de aluno à Universidade do Algarve cessou. Cinco matrículas e finalmente o descanso merecido, após uma intensa actividade ligada ao associativismo, do qual, nunca quis fazer parte pelas mesmas razões que a generalidade dos alunos apresentaria.

A minha experiência enquanto membro da Assembleia Estatutária e do Conselho Geral da Universidade do Algarve, pude comprovar muito do que se pensa acerca do perfil de quem nos representa nos diversos órgãos em que temos representação estudantil.

O desconhecimento dos regulamentos mais básicos necessários ao desempenho da função, é gritante, o que, implica uma ausência de opinião crítica à discussão das matérias, em que o sentido de voto é determinado por afinidades…

Os tempos exigem uma atitude completamente diferente daquela que temos. Chegou o tempo em que não podemos agir como se fossemos um prolongamento do pensamento alheio. O “ouvi dizer”…

Quando entramos no ensino superior, temos de ter consciência que o curso não se faz só na sala de aula, com marasmo, é preciso desenvolver o sentido crítico com a nossa atitude perante a realidade que enfrentamos. Com alguma abundância ouvimos que nós “somos o futuro deste país”, é verdade, mas a cada dia que passa, mais presente do que futuro. 

O tempo de estudante universitário é o último oásis antes da dura realidade que nos espera no presente. Se quisermos realmente ser o futuro, e esse, queremo-lo próspero, então tratemos do presente para que ele seja mesmo uma realidade.

O que diferencia um aluno do ensino superior é a sua postura, a sua atitude perante as verdades que lhe apresentam como tal. A questão não é desconfiar do “deus” que muitos contemplam em cada professor, é ser céptico perante os factos apresentados.

A verdade existe até ser negada…

Infelizmente a maioria dos jovens entre os 18 e os 22 não têm a maturidade que outrora era típica para a idade. Os tempos são outros, as distracções são mais que muitas, o relevante também é outro, mas existe uma verdade que ainda ninguém conseguiu negá-la nestes séculos todos:

“O todo é sempre maior que a soma das partes”

Quanto mais tarde o percebermos, mais tarde seremos portugueses…

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