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Fernando Ulrich arrasa Universidade do Algarve!

O título é bem mais ligeiro comparado com os últimos acontecimentos que têm marcado o quotidiano da Universidade do Algarve e em especial o seu Conselho Geral.

No passado dia 21 de Fevereiro de 2013 fez-se história nesta instituição, onde pela primeira vez, uma comissão eleitoral anulou um escrutínio eleitoral por pertenças irregularidades de uma lista durante o período eleitoral.

Como é apanágio nestas ocasiões, o “cacique” ao voto é uma realidade incontornável não só nas eleições para os estudantes, mas igualmente para as eleições de docentes e funcionários. Bastaria analisar o fluxo das ligações telefónicas internas e facilmente perceber-se-ia uma certa anormalidade em relação aos outros dias.

Voltando à questão, a Lista A encabeçada pela atual presidente da direção-geral da Associação Académica obteve um resultado expressivo em relação às outras três listas que se submeteram a sufrágio, obtendo 75,65% dos votos correspondentes a 11,26% dos eleitores, conseguindo desta forma, eleger (Método D’Hondt) os três mandatos dos representantes dos estudantes em disputa neste subsistema.

A decisão da Comissão Eleitoral mediante as queixas e as provas que lhe foram chegando quer por professores quer das listas adversárias deliberou [(alínea b), n.º 3, Art. 4.º do do RE] por unanimidade anular o escrutínio eleitoral e proceder à sua repetição, alegando práticas reiteradas de apelo ao voto e propaganda eleitoral por parte da Lista A do Corpo dos Estudantes do Subsistema Universitário que influíram decisivamente nos resultados finais.

Vamos por pontos:

  • Integravam a comissão eleitoral a Dr.ª Maria Cândida Rico Soares Barroso jurista da Universidade do Algarve e o Prof. Manuel de Sousa Domingues das Neves Pereira professor de Direito na ESGHT. Ambos exercem direito nas mais variadas formas, logo, temos de assumir que o seu voto não foi exercido de “ânimo leve” mas com plena consciência da lei.
  • Perante esta decisão a Lista A tinha a prerrogativa de apresentar uma oposição à comissão eleitoral [n.º 5, art. 10.º do Regulamento Eleitoral] e fê-lo. Esta por sua vez manteve a sua decisão e reforçou a sua posição afirmando que pese embora todas as advertências feitas à Lista A, “as mesmas práticas continuaram tendo sido observadas quer pelos reclamantes e protestantes, quer – e com suma incredulidade – por parte de próprios Membros da Comissão Eleitoral.”
  • Na sequência do ponto anterior, assistia ainda à Lista A recorrer da decisão da comissão eleitoral para o atual presidente do Conselho Geral da Universidade do Algarve, Fernando Ulrich. [n.º 5, art. 4.º do do RE], que no prazo de três dias úteis obrigatoriamente tinha de dar resposta às reclamações [alínea p), art. 7.º do RE]. Vejamos a análise ao Calendário Eleitoral:

Análise ao Calendário Eleitoral CG 2013

.

Considerando as omissões, todas as datas a partir do ponto 14 obrigatoriamente deslizam. Se aplicarmos alguma coerência e aceitarmos como razoável que as listas tenham os mesmos três dias para apresentação de reclamações ao presidente do Conselho Geral como previsto para as reclamações dos resultados eleitorais provisórios, então, este teria de dar uma resposta definitiva até 4 de Março de 2013 às 17h00. A questão é que até o dia de hoje, ainda não respondeu a nenhuma reclamação apresentada pelas listas derrotadas, a quem a Comissão Eleitoral reconheceu e testemunhou a veracidade dos seus argumentos.

Para quem já foi membro do Conselho Geral, o meu caso, e trabalhou de perto com o Sr. Fernando Ulrich, então também sabe que todos e mais alguns atropelos foram cometidos mesmo diante de vários pareceres da DGES em algumas matérias. Vide: Sr. Fernando Ulrich deveria ser destituído e o órgão dissolvido

O caricato da situação, é que, não respondeu às reclamações como é obrigado a fazê-lo, desautorizou e desacreditou a Comissão Eleitoral nos fatos apresentados, ignorando por completo a deliberação tomada por unanimidade de seis dos sete elementos presentes na reunião, promulgando os resultados eleitorais sem qualquer justificação às listas. Será que o presidente do Conselho Geral estava acordado quando tomou esta decisão!?

O desrespeito foi de tal ordem que as listas queixosas tiveram conhecimento da decisão do Fernando Ulrich pela comunicação social no dia 5 de Março de 2013, num artigo publicado às 09h15 da manhã. No entanto, o seu despacho remonta a 6 de Março de 2013 e nem foi dado conhecimento às listas. A conclusão mais óbvia é que existiu uma fuga de informação de uma decisão que no limite foi verbalizada no dia 04 de Março de 2013.

Outra conclusão que se pode retirar deste triste episódio é que todos os estudantes deveriam exigir ao Magnifico Reitor, Prof. João Guerreiro, que demita no imediato e por justa causa a Dr.ª Maria Cândida Rico Soares Barroso, jurista da instituição, por comprovada incompetência. Tem como testemunha abonatória o Sr. Fernando Ulrich. Na mesma medida, peço ao digníssimo Diretor da Escola Superior de Gestão, Hotelaria e Turismo da Universidade do Algarve, que demita o Prof. Manuel de Sousa Domingues das Neves Pereira visto que revelou não possuir qualquer apetência e agora, credibilidade para lecionar, imagine-se, Direito!

Não obstante as competência técnicas, apelo ao Prof, João Guerreiro a abertura de um inquérito disciplinar aos membros da respetiva Comissão eleitoral por perjúrio. Pois afirmaram algo que o magnânimo presidente do Conselho Geral, à mais de 300 Km atesta ser uma falsidade.

Estando os estudantes a pagar por um serviço é o mínimo que devem exigir.

Esta é mais uma das muitas calinadas que o Sr. Fernando Ulrich tem dado nos tempos mais recentes. Termina o seu mandato de forma absolutamente vergonhosa. Mas não se preocupe, se os visados por si aguentam, você também aguenta…

ESGHT – Os alunos queixam-se de infracções ao Regulamento Interno…

Recentemente fui confrontado com alguns desabafos, colegas da Escola Superior de Gestão, Hotelaria e Turismo, relativamente ao funcionamento e à avaliação de algumas Unidades Curriculares (UC) dos seus cursos.

Aprofundando um pouco mais a questão, as maiores queixas foram dirigidas à disciplina de Empreendedorismo e Gestão de Projectos Empresariais, onde estudantes de vários cursos, sublinham o facto de o planeamento da cadeira e o que realmente aconteceu, não permitiu tirar o melhor proveito desta unidade curricular optativa. Alguns tópicos:

  • “…os apontamentos de suporte às várias etapas do trabalho (Plano de Negócios) foram disponibilizados dessincronizados com o timing das aulas”;
  • O elevado numero de docentes (8) que leccionaram esta UC, não foi capaz de acompanhar o desenvolvimento dos trabalhos presencialmente;
  • Destacam o facto de a cadeira apresentar uma elevada taxa de reprovação (61%), reforça o sentimento de que modelo experimental aplicado tem muitas arestas por limar;
  • Por último, estes alunos evidenciaram o seu desagrado pelo facto de as notas não terem sido lançadas em tempo útil, conforme disposto no ponto 3 Secção II, do Regulamento Interno de Regras de Funcionamento de Testes e Exames;

“A publicação dos resultados deverá ser feita no máximo até 30 dias, após a realização das provas e com o mínimo de 48 horas de antecedência da data marcada para o exame, das 48 horas contam apenas os dias úteis. (O sábado não é considerado dia útil). “

Contactado o Director da ESGHT, Prof. Paulo Águas, referiu que o funcionamento desta UC não correspondeu às expectativas. No entanto, admitiu que o método de ensino escolhido, incluía docentes de várias áreas de ensino, como Recursos Humanos, Marketing, Finanças e ainda a participação do CRIA, tenha criado algumas dificuldades de articulação entre os aspectos teóricos e práticos. Contudo, o aliciante dos estudantes desenvolverem as várias etapas do Plano de Negócios com especialistas, poderia constituir uma mais-valia em termos curriculares.

Considerou ainda, não ter encontrado entusiasmo pelo funcionamento da cadeira por parte dos alunos e outras pessoas, destacando a fraca assiduidade dos alunos às aulas, como um dos factores que contribuíram negativamente na evolução dos conhecimentos adquiridos, admitindo igualmente as responsabilidades da escola em todo o processo.

Fui um pouco mais além, e resgatei uma mensagem do coordenador da UC, Prof. Ludgero Sequeira em 09-04-2010, pelas 16h10, que corrobora as palavras do responsável máximo da escola:

“…não posso deixar de vos expressar a minha apreensão pelo facto de a assiduidade ser muito baixa, de que é exemplo a aula de hoje (02-04-2010) que só compareceu um aluno. Não creio que desta forma consigamos pôr em prática algo de jeito.”

De facto, na intranet da escola, verificou-se que o primeiro material cedido foi um manual “como fazer um plano de negócios” a 15-03-2010, embora as aulas tenham-se iniciado a 22/02/2010. Por outras palavras, após três semanas de aulas. As últimas matérias de apoio foram disponibilizadas no dia 07/05/2010, data esta que correspondeu com a entrega do Plano de Negócios.

Relativamente ao facto de as notas não terem sido lançadas de acordo com o disposto nos regulamentos, UAlg Profunda têm conhecimento que este constrangimento não se deu apenas em “Empreendedorismo e Gestão de Projectos Empresariais”, a nota da 1ª frequência de “Direito Fiscal II” não foi publicada antes da 2ª frequência se realizar, o que é mais grave.

Segundo o Prof. Paulo Águas, a escola possui um sistema informático, que 72 horas antes do próximo exame lança um alerta. Garantiu apurar os factos de forma a corrigir qualquer anomalia técnica ou humana, para que estas situações não voltem a acontecer.

Foi-me conferenciado ontem por um (a) colega (a), que teve a oportunidade de colocar esta questão pessoalmente ao Director da escola, que assegurou que os regulamentos têm forçosamente de serem respeitados, mostrando abertura para que o exame de época normal seja repetido em data a definir, caso os alunos assim o entendam necessário.

Caros colegas, sou extremamente sensível e racional nestas questões, e compreendo o facto da aprendizagem adquirida não tenha correspondido às vossas expectativas. Nestes casos, temos de fazer uma reflexão do papel que cada um de nós desempenhou no resultado final.

Aqui estou plenamente de acordo com o Prof. Paulo Águas, quando as coisas não estão bem devemos dar conhecimento a quem de direito, percorrendo os canais próprios para o efeito. A nossa omissão nos timings em que deveríamos nos manifestar, contribui para que casos como estes aconteçam.

Eu sei e todos sabemos, que muitas das vezes em que apresentamos alguma reclamação, somos dissuadidos a fazê-lo por escrito, aconselhados a recorrer ao diálogo com o docente, e tudo continua na mesma.

Existe dois paradigmas nos vários níveis de ensino que ainda hoje persiste entre os estudantes:

  1. O professor tem a faca e o queijo na mão, portanto, qualquer queixa poderá determinar o (in) sucesso da disciplina.
  2. O professor à imagem de “Deus”. Ou seja, cria-se a ideia que o docente sabe tudo, que é inacessível, por vezes arrogante, logo à partida, a nossa percepção é distorcida devido a um estereotipo que na maior parte das vezes não corresponde à realidade. Mas que existe…

Existem várias alternativas de colocar as questões sem que para isso tenham que se identificar. É para isso que elegemos os nossos representantes (ou não) nos órgãos da nossa unidade orgânica. A verdade é que, por norma, só os conhecemos em alturas de eleições e quando os conhecemos. Esta é uma realidade cultural à muito instituída e consentida por todos nós, em consequência das nossas decisões muitas vezes irreflectidas por força do nosso desconhecimento muitas vezes negligente.

Apesar de nem tudo estar perfeito, a verdade é que a ESGHT é a escola de referência no Algarve, na área de gestão e bem posicionada a nível nacional na área da Hotelaria e Turismo. Mas pode melhorar! Para isso basta que façamos chegar os nossos contributos a bom porto em tempo útil, e algumas coisas conseguem-se resolver. E aqui poderem constatar isso mesmo, com abertura que o Director da ESGHT partilhou as preocupações dos alunos, colocando à consideração dos estudantes a marcação ou não, de um exame de substituição por força da infracção do regulamento interno.

Como diz o ditado “quem tem boca vai a Roma”, nos dias de hoje fica à distância de um email com um agradecimento de volta pela informação.

Ainda hoje os alunos deverão fazer chegar uma exposição ao Director da ESGHT.

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