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Licenciados em Dietética e Nutrição pela UAlg já são credenciados pela ACSS….

É com grande satisfação que anunciamos que os licenciados pós-bolonha em Dietética e Nutrição pela Escola Superior de Saúde da Universidade do Algarve, após um ano e muito de espera, já podem solicitar a Cédula Profissional à Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS).

Chegou ao fim um impasse que impediu muitos licenciados deste curso, de abraçar oportunidades de carreira em Portugal e no estrangeiro. De acordo com a Directora do Curso supracitado, Professora Mónica Caixinha, as questões legais já foram ultrapassadas. O pesadelo chegou ao fim de acordo com o conteúdo do email que enviou aos interessados.

No contacto que mantivemos com um licenciado afectado por esta questão, afirmou-nos que está como São Tomé: “Ver para Crer!”

Assim que seja emitida a primeira Cédula Profissional, fazemos questão de aqui anunciar e publicá-la, para que não restem quaisquer dúvidas que a questão está mesmo ultrapassada.

 Citando a Directora do Curso:

«Caros colegas,

Venho desta forma informar que a Universidade do Algarve já consegui finalmente desbloquear esta situação das cédulas profissionais.

Dado que tivemos conhecimento que até à data, apenas um reduzido número de licenciados solicitaram a cédula profissional à Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS), é importante que o façam com a maior urgência, uma vez que até à entrada em funcionamento da Ordem dos Nutricionistas e Dietistas, quem pode passar as cédulas é a ACSS.

 Com os melhores cumprimentos,

 Mónica Caixinha

Diretora do Curso de Dietética e Nutrição

Escola Superior de Saúde da Universidade do Algarve»

Dietética e Nutrição na Universidade do Algarve: Um beco sem saída!

O que os novos alunos do curso de Dietética e Nutrição da Escola Superior de Saúde da Universidade não sabem, é que o seu curso não é reconhecido e como tal, não podem exercer a sua profissão em parte nenhuma do mundo por força da incompetência da anterior directora do curso, Professora Maria Palma Lopes e da Directora da Escola de então, Professora Nídia Maria Dias Azinheira Rebelo Braz.

Com a implementação do Modelo de Bolonha na Universidade do Algarve, também os cursos das tecnologias da saúde sofreram alterações. Estes cursos mantiveram-se com os quatro anos para licenciatura, mas alteraram uma parte do plano curricular (saída de algumas disciplinas teóricas compensadas com mais tempo de prática).  Estas alterações verificaram-se no ano lectivo 2008/2009, sendo que os alunos ingressados em 2006 e 2007 pelo antigo plano curricular viram-se obrigados a fazer mais disciplinas a meio do seu percurso académico.

Ninguém lhes informou que consequências essas alterações trariam na vida profissional destes jovens. Na licenciatura de Dietética e Nutrição  (antigo bacharel e licenciatura em dietética) os primeiros alunos a terminarem a licenciatura, segundo o novo plano curricular, foram surpreendidos em 2010 com o facto do curso deixar de ser reconhecido pela Administração Central do Sistema de Saúde (quem emite as cédulas profissionais). 

Segundo este organismo, a licenciatura em Dietética e Nutrição da Universidade do Algarve não tem despacho legal (despacho conjunto dos ministérios do trabalho e da Solidariedade, da Saúde e do MCTES) que permita certificar os alunos como dietistas, sendo competência da universidade tratar das burocracias que permitam o reconhecimento pela ACSS (Ver ofício original)

Deste Dezembro de 2010, data em que o assunto foi exposto a direcção do curso, têm sido trocados emails (Ver originais) entre esta e os licenciados afectados, no entanto, a situação perdura. Foi dado conhecimento à actual direcção da Associação Académica da Universidade do Algarve a 12 Janeiro 2011 pelas 10:30 numa reunião agendada para o efeito, sendo-lhe dito pela voz de Guilherme Apolinário que: “tenho contactos com ministérios do ensino superior, vou já tratar disso”.

“Já passou mais de um ano, e nada foi feito. Não sendo reconhecidos pela ACSS somos excluídos de concursos públicos entre outras possibilidades de emprego na área.” 

De acordo Dr. Nuno Leitão da ACSS, o que aqui está em causa é a denominação do curso (Ver email). Logo, este entrave burocrático seria ultrapassado se a denominação do curso voltasse a ser apenas Dietética. Algo que a escola recusa-se linearmente a fazer.

«Vale a pena investir 4 anos e uns milhares euros num curso que não é reconhecido porque os anteriores e os actuais dirigentes da ESSUAlg são incompetentes!? Porque a Reitoria não faz uso do seu gabinete jurídico que custa milhões euros!? Porque a AAUAlg sob a direcção deste presidente nada se pode esperar para além de aparências!…»


Professor da Universidade do Algarve processa aluna…perde acção em tribunal…e acaba “DESPEDIDO”

A sensivelmente um ano, o Prof Christian Barros, docente da Escola Superior de Saúde da Universidade do Algarve, processou uma estudante do Núcleo pedagógico da unidade orgânica em questão, por difamação, atentado ao seu bom nome e reputação profissional, em resposta a um documento elaborado pela estudante e entregue à direcção da escola, a denunciar alguns problemas  no curso de ortoprotesia particularizando alguns casos.

“Um dia, a directora pediu-me para passar todos os problemas por escrito (pois segundo esta por falado não se podia fazer nada) e com muita urgência. “

“Esta carta, além da muita controvérsia que gerou, levou a um processo em tribunal pelo professor Christian Barros ao núcleo pedagógico e a mim em específico..”

Desfecho:

  • O seu vinculo à Universidade do Algarve não foi renovado para o ano lectivo de 2010 / 2011.
  • A Estudante e o Núcleo Pedagógico foram absolvidos.
  • Custas processuais a cargo do autor (Christian Barros).

Excerto do Acórdão do Tribunal (Faro , 24 de Setembro de 2010)

“Ainda que assim não se entenda, o que obviamente se respeita, sempre se dirá que a pretensão de fundo do autor é manifestamente improcedente. O trecho da mensagem em causa, atendendo ainda por quem foi e a quem foi dirigida, não constitui qualquer ilícito…”

“O princípio constitucional da liberdade de expressão, aliado à obrigação de defesa dos interesses dos estudantes prosseguidos pelas respectivas associações académicas, que seguramente abrange a qualidade do ensino e a lisura de procedimentos do corpo docente, permitem claramente as questões ali levantadas…”

“Termos em que absolvo do pedido a ré Cláudia Correia, absolvendo da instância o núcleo pedagógico demandado.”

Reflexão sobre o curso de Terapia da Fala

Embora tenha ingressado no curso de terapia de fala na universidade do Algarve há apenas três anos posso dizer que muita coisa mudou desde então.

Quando ingressamos num curso superior, fazemo-lo, normalmente com base numa vocação, pensamos então que a partir desse momento estamos a trabalhar para esse mesmo futuro. Qual não foi o meu choque, quando ao iniciar o ensino superior me deparei com cadeiras de cariz geral. A única cadeira que me permitia afirmar que estava em terapia da fala era a de SIP (Seminário de introdução à Profissão), a única disciplina do 1.º Semestre do meu primeiro ano que me fazia sentir que realmente não me tinha enganado a preencher a papelada da candidatura. Estava mesmo em Terapia da Fala!  

No ano em que ingressei no curso, o processo de Bolonha ainda não tinha sido implementado.  

Com a implementação do processo de Bolonha, houve grandes mudanças, algumas agradaram-nos mais, outras menos, e embora não possamos sentir as mudanças em pleno, (uma vez que somos, e seremos sempre, uma turma de ano de transição), temos de reconhecer que muito tem sido feito para que o curso de Terapia da Fala da Universidade do Algarve tenha mais prestígio e qualidade. 

Actualmente um aluno de Terapia da Fala chega ao fim do ano e diz com toda a convicção “Estive no primeiro ano de Terapia da Fala!”, pois actualmente as cadeiras estão muito mais direccionadas para o futuro exercício da profissão, ou seja, o aluno vai começar desde início a familiarizar-se com o mundo da Terapia da Fala, o que sem dúvida é muito mais motivador e proveitoso do que frequentar durante um ano disciplinas tão gerais que a maioria delas poderia pertencer a outro curso qualquer! 

Os professores actualmente recrutados para leccionar as cadeiras também estão a desempenhar um óptimo papel na motivação dos alunos e na transmissão de conhecimentos, incitando-os constantemente a trabalhar para conseguirem os seus objectivos e a darem o seu melhor. 

Futuramente teremos mais uma grande benesse, o laboratório de voz, que estará em funcionamento muito em breve e onde as “gerações vindouras de Estudantes de Terapia da Fala” poderão assistir a consultas de em tempo real, melhorando assim a qualidade do ensino e facilitando a apreensão dos conteúdos das disciplinas práticas.  

Bem, a título de conclusão devo dizer que admiro o trabalho que tem sido feito até agora, é muito bom poder olhar para trás e ver que realmente o curso mudou, evoluiu e isso é de louvar. Apenas lamento, profundamente que as turmas que se encontram a frequentar os últimos anos provavelmente não venham a usufruir de muitos destes benefícios.

Eleições vs cadeados à porta na Escola Superior de Saúde

O desfecho das eleições poderia ter sido outro nos seguintes sete cenários:

Se mais sete alunos votassem na Prof. Helena José, ou pelo contrário, a Prof. Ana de Freitas contabilizasse menos 7 votos a vencedora teria sido a Professora Helena José. E desta forma, qualquer das formas de cálculo levaria ao mesmo vencedor.

O mesmo raciocínio aplica-se com os funcionários. A diferença é apenas de um voto a mais na Prof. Helena José e um a menos na Prof. Ana de Freitas.

Com os professores já existem “duas” possibilidades:

-Ou mais um voto na candidata Prof. Helena José em detrimento da Prof. Ana de Freitas;

-Ou simplesmente um empate nos votos 21-21 ou mesmo 0 votos para cada;

Por fim, a taxa de abstenção faz jus ao velho chavão: “minha culpa minha grande culpa”

Posto tudo isto, e resumindo a moral da história, estes alunos têm alguns motivos para protestar, mas não têm razão no fundamento que os levou a se manifestarem. Quanto mais não seja, serviu para perceberem que a “culpa” não é da associação académica, não é da Assembleia que redigiu os Estatutos da Universidade, não é do reitor não é de ninguém em particular. É dos alunos! E porquê? Por causa da Abstenção. Só precisavam de 7 votos em 417 alunos que não foram votar. Abstenção foi de 52%.

De qualquer das formas, tenho de admitir que a vossa manifestação foi pacífica e fizeram ver o ‘vosso ponto de vista’ (pelo menos na reitoria). Pediram esclarecimentos ao Sr. Reitor, foram esclarecidos e convencidos que não existiu qualquer desvio da verdade eleitoral. Na reitoria tiveram uma atitude correcta e que merece o meu registo.

Quanto ao fechar da escola a cadeados e toda a mediatização envolvida, de certa forma virou-se contra vocês. Saíram quanto a mim, bastante fragilizados pela falta de suporte nos argumentos. Tudo bem que foram induzidos em erro, mas o que será que os vossos colegas que votaram na Prof. Ana de Freitas têm a dizer sobre tudo isto? Eles têm a mesma legitimidade que vocês. Sendo assim, os alunos pronunciaram-se e o resultado está à vista.

Democracia é isto mesmo. Umas vezes corre como gostaríamos, outras nem por isso.

A Universidade como tudo na vida é uma orquestra. Temos os músicos e temos os instrumentos…Todos nós somos músicos em determinadas situação noutras somos instrumentos… É tudo uma questão de termos os incentivos certos para o momento certo. No fundo é uma questão da perspectiva que se cria, do valor que nos é atribuído a um dado acontecimento…

Espero que tudo isto sirva para que se interessem mais pelos assuntos da nossa universidade de uma forma mais activa, porque a universidade precisa de alunos como vocês. Com a motivação e indicação certa, vocês conseguirão dar um grande contributo na representação dos estudantes.

Todos nós erramos e todos nós merecemos segundas oportunidades. Errar faz parte do processo.

Acho que vocês estão em divida com a instituição que vos acolhe. Associem-se e dêem o vosso contributo de uma forma mais consciente, em prol de uma Universidade melhor.

Quanto à Professora Ana de Freitas, não tenho dúvidas que tem toda a legitimidade para cumprir o seu mandato. Deste modo, os meus parabéns pela eleição e um desejo de um mandato feliz e próspero.

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