Constituição do primeiro Conselho Geral da Universidade do Algarve

Presidente

  • Fernando Ulrich – Presidente Executivo do BPI

Representantes dos Professores

  • Adelino Vicente Mendonça Canário (FCT)
  • Alexandra Isabel Dias Reis (FCHS)
  • António Manuel da Costa Guedes Branco (FCHS)
  • Efigénio da Luz Rebelo (FE)
  • Filipe Jorge Gamboa Martins Nave (ESS)
  • Francisco João Magalhães Calhau (ISE)
  • Joaquim Sant’Ana Fernandes (ESGHT)
  • Jorge Manuel Guieiro Pereira Isidoro (ISE)
  • Jorge Tomás Ferreira dos Santos (ESEC)
  • José Manuel Castelhano Ribeiro Ponte (FCT) Ludgero dos Santos Sequeira (ESGHT)
  • Maria de Belém Ferreira da Silva da Costa Freitas Martins (FCT)
  • Maria Gabriela Figueiredo de Castro Schutz (ISE)
  • Maria João da Anunciação Franco Bebianno (FCT)
  • Maria Teresa Salvado de Sousa (ESEC)
  • Nídia Maria Dias Azinheira Rebelo Braz (ESS)
  • Paulo Miguel de Barros Pacheco Seara de Sá (FCT)
  • Pedro João Valente Dias Guerreiro (FCT)

Representante dos Funcionários

  • Mariana Rosa Piado Farrusco (Serviços Centrais)

Representantes dos Estudantes

  • António Manuel de Moura Goulart de Medeiros (FE)
  • Joaquim Anselmo da Costa Mendonça (FE)
  • Pedro Daniel de Carvalho da Cunha Barros (ESGHT)
  • Pedro Jorge Teixeira Dias Machado de Oliveira (ESGHT)
  • Pedro Miguel Coelho Casimiro (ESGHT)
  • Zara Ramalho Viegas Vilhena Mesquita (FCHS)

Personalidades Externas

  • Aníbal Fernandes – Administrador da ENERCOM
  • Constantino Saklarides – Director da Escola Nacional de Saúde Pública
  • Hugo Gil Ferreira – Investigador do Instituto Gulbenkian de Ciência
  • Lídia Jorge – Escritora
  • Luís Sousa Lobo – Antigo Reitor da Universidade Nova de Lisboa
  • Jorge Wemans – Director do Canal 2 da Televisão Pública
  • Pedro Lopes – Administrador do Grupo Pestana
  • Pedro Meireles – Antigo Presidente da Associação Académica da UALG
  • Ricardo Bayão Horta – Presidente da CIMPOR

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Reitor apresenta demissão

O Conselho Geral da Universidade do Algarve reuniu na passada Segunda-feira, dia 4 de Maio. A Ordem de Trabalhos incluía a eleição do Presidente do Conselho, bem como uma exposição do Reitor sobre a situação da Universidade. O Conselho analisou no final as tarefas que lhe cabem no âmbito das suas competências próprias e das propostas que a Reitoria, estatutariamente, terá de submeter nos próximos meses para análise deste órgão.

O Presidente, de acordo com os Estatutos, devia ser escolhido de entre um dos membros externos entretanto cooptados. Como resultado da votação, o Dr. Fernando Ulrich foi eleito Presidente do Conselho Geral.

A exposição apresentada pelo Reitor suscitou comentários, perguntas e sugestões por parte dos presentes, reconhecendo-se que no futuro deverá começar a haver uma apresentação cabal de informação referente às actividades da Universidade do Algarve.

No capítulo da programação das actividades do Conselho foram criados grupos de trabalho para elaborar os textos-base de diversos documentos necessários ao seu funcionamento e às suas decisões futuras. Foram igualmente marcadas as próximas reuniões.

O Reitor, no final da reunião, solicitou ao Conselho a inclusão da organização do processo eleitoral para o cargo de Reitor no seu plano de actividades e manifestou a sua intenção, após a tomada de posse dos Directores das Unidades Orgânicas (previstas para o final do mês de Maio), de apresentar a sua demissão.

Reitoria

5 de Maio de 2009

Dualidade de critérios do Administrador dos SASUAlg, Sr. Amadeu Cardoso.

A/C – Caro administrador dos SAS, Sr. Amadeu Cardoso

Os motivos que me levam a “corresponder” com os Serviços de Acção Social da Universidade do Algarve são de natureza profissional. Pelo menos tento que assim o seja entre as partes.

Enquanto Membro da comissão de moradores do Lote O (Residência Universitária), tenho a obrigação de lhe reportar as seguintes EXTERNALIDADES, que estou ‘obviamente’ convencido serem ‘alheias à sua gestão’.

Muito recentemente, o Sr.º Administrador cumpriu a promessa que realizou na reunião Geral de residentes correspondente ao ano lectivo de 2007/2008. A porta do edifício foi finalmente substituída.

Num passado muito recente, por altura do inicio da semana académica, desapareceu um extintor do edifício.

Como é intuitivo, é muito pouco provável que o responsável tenha sido um inquilino, no entanto, os SAS responsabilizaram alguns moradores pelo seu desaparecimento. Como tal, apenas alguns moradores foram contemplados a desembolsar uma pequena quantia a ser entregue, imagine-se, nos SAS.

A minha questão é directa e objectiva: Por que é que os mestrandos e professores convidados a residir no 1.º andar não foram abrangidos pela medida. Há pois, já me lembro:

“Acha que um Professor convidado ou um aluno de mestrado, pessoas com outra maturidade fariam uma coisa dessas”

Como a medida não estava regulamentada, pura e simplesmente não paguei por estarmos a ser descriminados com um argumento de todo ofensivo.

Recentemente esta necessidade foi reforçada, devido à assídua presença de pessoas estranhas ao edifício. De acordo com alguns relatos, os visitantes em questão não tinham as melhores práticas.

Como esta situação ocorreu em tempo de férias, então percebeu-se definitivamente que a verdadeira questão não era a falta de zelo dos seus inquilinos. A porta estava efectivamente no seu fim de ciclo de vida, não oferecia condições de segurança absolutamente nenhumas.

É tudo uma questão de incentivos…

Regressando às tais externalidades, tenho de o informar que ao se proceder à substituição da porta, é também necessário que se tenha em linha de conta que esta tem de estar ligada ao intercomunicador, de forma a permitir que se possa abrir a mesma a partir dos apartamentos.

A verdade é que esse pequeno grande pormenor foi negligenciado como tantos outros aspectos de fácil resolução.

Desta forma e a titulo de exemplo, um morador do 3.º andar sempre que receber uma visita, ou mesmo um colega que se esqueça da chave, terá obrigatoriamente de descer e subir 3 andares a multiplicar pelo numero de ocasiões que possam eventualmente surgir.

Como na última reunião, o Sr.º Administrador fez questão de referir:

“ainda lhe falta muito para ser um gestor”.

“os bons exemplos copiam-se “

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Alunos do curso de Gestão de Empresas reclamam junto ao coordenador de curso…

Teve lugar no dia 21 de Maio de 2009 entre as 16:15 e as 18:00 horas no gabinete 2.4 uma reunião de Coordenação do 3.º ano da Licenciatura em Gestão de Empresas da Faculdade de Economia daUniversidade do Algarve.

A reunião foi solicitada pela Delegada de Turma, Liliana André. Para além da mesma, estiverempresentes nesta reunião o Coordenador do 3.º ano do curso de Licenciatura em Gestão de Empresas,Luís Coelho, e Sub-Delegado de Turma, João Cabrita.

Esta reunião teve como ponto único o reporte por parte dos alunos de um conjunto de situações que têm vindo a prejudicar o normal funcionamento das actividades lectivas nas unidades curriculares de Comportamento Organizacional, Estratégia e Planeamento Empresarial e Projecto de Investimento.

O Coordenador de ano abriu a sessão pedindo aos representantes dos estudantes que se pronunciassem sobre o funcionamento da unidade curricular de Comportamento Organizacional. A Delegada de Turma mencionou que a maioria dos alunos está descontente com a forma como o docente lecciona as suas aulas. Em particular, a Delegada de Turma mencionou que tipicamente o docente se limita a ler partes do livro de apoio que recomenda para a disciplina, sugerindo que os alunos as sublinhem pois as mesmas serão potencialmente objectivo de avaliação em momento posterior. É também importante realçar que os alunos consideram que a discussão adicional dos temas promovida pelo docente é claramente insuficiente, sendo isso desmotivador da aprendizagem. Esta abordagem pedagógica leva a que apenas 9/10 alunos participem regularmente nas aulas desta disciplina. Para além disso, o resultado do primeiro teste de avaliação foi muito negativo, sendo a taxa de aprovação do mesmo inferior a 15%. Foi ainda mencionado pelos alunos que a tutoria da disciplina é feita no gabinete do docente, não havendo uma aula formal para a mesma, prática que contraria a recomendação do Conselho Directivo da Faculdade de Economia sobre o tema para o ano lectivo de 2008/2009.

Os representantes dos alunos sugeriram o seguinte conjunto de soluções/melhorias para esta unidade curricular:

- O docente deve de falar dos diversos temas de forma focada e directa, evitando dentro do possíveldivagações filosóficas sobre os mesmos (que apesar de interessantes dificultam a aprendizagem dosconceitos básicos por parte dos estudantes);

- O docente poderia utilizar a tutoria da disciplina para tirar dúvidas sobre a matéria já dada e que aparentemente foi mal compreendida pela maioria dos alunos. Formalmente, isto implicaria que a hora da tutoria fosse transformada numa hora efectiva de aula;

- O docente poderia passar a apresentar os capítulos às terças-feiras de cada semana, com discussão dos mesmos às quartas-feiras (actualmente acontece exactamente o oposto).

Seguiu-se a unidade curricular de Estratégia e Planeamento Empresarial. Os representantes dos alunos esclareceram que esta unidade curricular está dividida em dois módulos, tendo o primeiro sido assegurada pelo Professor Júlio Mendes. Sobre este módulo os alunos nada têm a apontar. No entanto, esta situação alterou-se radicalmente desde que o Professor Adão iniciou o segundo módulo da unidade curricular. Em particular, os representantes dos alunos mencionaram que o número de aulas efectivamente leccionadas por este docente é baixo (aproximadamente 60% de faltas), havendo também um elevado desconforto relativamente à sua pontualidade. Essa situação leva a que tenha sido dada pouca matéria pelo docente, isto apesar de existir um conjunto de “slides” que podem ser consultados pelos alunos. Esta situação gera preocupação nos alunos pois haverá um segundo teste no dia 8 de Junho, estes sentem que não houve tempo para discutir os diferentes temas que serão objecto de avaliação num futuro muito próximo.

Os alunos reportaram ainda a existência de um problema com o trabalho da unidade curricular de Estratégia e Planeamento Empresarial (que é feito em conjunto com a unidade curricular de Projecto de Investimento). Este trabalho conjunto tem dois objectivos essenciais:

1) criar uma estratégia para uma empresa;

2) desenvolver um projecto de investimento para a mesma.

O ponto fundamental deste trabalho é que o mesmo deverá ser elaborado em conjunto com empresas reais localizadas na região do Algarve.  No entanto, o contacto dos docentes com estas empresas aconteceu muito tarde no semestre, o que inevitavelmente levou a que a alocação dos diferentes grupos à sua empresa se tivesse realizado tardiamente no semestre. Existem ainda casos de grupos que se viram impossibilitados de recolher dados para a realização do seu trabalho porque algumas das empresas envolvidas neste projecto decidiram retirar-se do mesmo a meio do processo. Naturalmente que os alunos que ainda estão a tentar fazer o seu trabalho, sentem que têm pouco tempo para o terminar, pois o mesmo deverá ser entregue no final do período lectivo do presente semestre.

O problema é que a unidade curricular de Estratégia e Planeamento Empresarial tem um modelo de avaliação que comporta a realização de dois testes e ainda a nota do trabalho. O primeiro teste já se realizou com resultados considerados normais. O segundo teste é o tal de dia 08 de Junho, mencionado no parágrafo anterior. Os representantes dos alunos sugeriram o seguinte conjunto de soluções/melhorias para esta unidadecurricular:

- O Professor Adão deverá melhorar a sua assiduidade e pontualidade de forma a assegurar que amatéria do segundo bloco de matéria é efectivamente leccionado, o que ajudará os alunos a realizar o segundo teste da unidade curricular;

- O segundo teste poderá não se realizar, dando-se assim maior ponderação ao trabalho;alternativamente a estrutura do teste poderá ser previamente combinada com os alunos de forma a maximizar a probabilidade de sucesso dos mesmo (ex.: escolha de quatro temas do segundo bloco dematéria para serem avaliados dois);

- Os alunos percebem o interesse de combinar os trabalhos de Projecto de Investimento e Estratégia e Planeamento Empresarial. No entanto, a experiência demonstra que nos moldes actuais esta prática não funciona e deverá ser revista no próximo ano lectivo.

Em seguida falou-se da unidade curricular de Projecto de Investimento. Os representantes dos alunos mencionaram que o docente tem alguma dificuldade em manter níveis elevados de assiduidade e que tipicamente se dispersa muito quando está a expor a matéria. Esta situação leva a que os alunos sintam muita dificuldade em compreender os conceitos leccionados pelo docente.

Os alunos enfatizaram ainda que a interdependência existente entre o trabalho desta unidade curricular e o da unidade curricular de Estratégia e Planeamento Empresarial é negativa. De facto, até muito recentemente, era consensual entre os alunos que não seria possível realizar o trabalho da unidade curricular de Projecto de Investimento, pois não dispunham de dados para o fazer e também porque não compreendiam como é que poderiam utilizar os conceitos até aqui leccionados pelo docente de Projecto de Investimento para realizar o trabalho da unidade curricular. No entanto, os alunos reconhecem que o docente de Projecto de Investimento fez um esforço muito positivo no entretanto, estando agora mais claro o que é necessário fazer para completar com sucesso o trabalho desta unidade curricular.

Os representantes dos alunos sugeriram que o docente disponibilizasse uma hora própria para que os alunos possam tirar dúvidas relativamente aos seus trabalhos. Isto permitiria que as aulas decorressem sem interrupções motivadas por este tema, o que ajudaria à melhor compreensão dos conteúdos por parte dos alunos.

 

Faro, 21 de Janeiro de 2009

O Coordenador do 3.º ano da Licenciatura em Gestão de Empresas

da Faculdade de Economia da Universidade do Algarve

Luís Coelho

Os Bastidores da UALg !!!

Tanto se tem escrito, tanto se tem falado sobre o desinteresse dos estudantes em relação aos assuntos académicos.

Ora vejamos, nos últimos discursos do Magnifico Reitor, lembro-me assim, de repente, no último dia 17 de Dezembro dia da Universidade, apelar à participação e ao envolvimento dos estudantes. Que era vital fomentar essa mesma participação…

É caso para dizer, que, este discurso é tal e qual o Sermão de Santo António aos Peixes:

Palavras sem sentimento
que se dizem só por dizer,
essas leva-as o vento…
afinal são para esquecer!

Em primeiro lugar, o Sr. Reitor tentou desde sempre condicionar a participação dos estudantes. Senão vejamos, nas eleições para a constituição da Assembleia Estatutária da Universidade do Algarve, numa primeira fase, ficaram aproximadamente 50 % dos estudantes impedidos de votar, logo, impossibilitados de escolher os seus representantes na dita Assembleia.

Como, dirão alguns? Muito simples, os cadernos eleitorais datavam até o dia 31/10/2007, o que significa que, quem se matriculasse para além dessa data estava automaticamente excluído. Após intervenção da Associação Académica, suspendeu-se as eleições do corpo estudantil.

Sejamos claros, a intenção não foi corrigir o erro, foi sim, permitir a entrada de uma nova lista para que, juntamente com a lista B (que representava a Associação de Estudantes), elegesse os três representantes dos alunos eliminado a lista A.

Alguns estarão a se interrogar, qual foi o objectivo disto tudo? Muito simples, dentro da AE já estava eleitos 12 membros (professores), do qual, 7 membros estavam contra a implementação de Departamentos em detrimento da abolição das Faculdades. Os outros 5 concordavam com a medida. Sendo assim, o Sr. Reitor precisava desesperadamente de 3 votos para garantir a maioria dos votos, e assim implementar a sua política.

Solução 1:

Faltavam eleger os três alunos…Infelizmente para o Sr. Reitor, essa medida permitiu que eu constituísse uma lista. Resumindo, inicialmente tínhamos 2 listas no final éramos 4 listas. Resultado, fui eleito e manteve-se as Faculdades com o meu voto. Agora que os estatutos da UALg estão homologados, é necessário eleger os membros para o Conselho Geral, órgão máximo da instituição.

Uma vez mais, o Sr. Reitor, tentou e está a tentar manipular a constituição do Conselho Geral (CG)!Cheio de ‘boas intenções’, claro.No primeiro Regulamento Eleitoral do Conselho Geral da UALG, lá estava novamente a restrição nos Cadernos Eleitorais que excluía aproximadamente 50% dos estudantes. Pelas mesmas razões enunciadas anteriormente. Quase passava, quase…

Solução 2:

Marcou as eleições para o próximo dia 17 de Fevereiro, que curiosamente coincide com época dos Exames de Recurso. Ora bem, esta data já não impede que cerca de 50% dos estudantes votem. A grande questão aqui é que, na época de recurso 70% a 80% dos estudantes estão de férias porque fizeram avaliação contínua. Os outros estão preocupados em estudar para não reprovar às cadeiras! Ou seja, o Magnifico Reitor agendou as Eleições para uma data em que a nossa Universidade estará deserta.

Ainda proclama o tal discurso, que, é preciso aproximar os estudantes à instituição, fomentar a nossa participação e blá blá blá…

Espero muito sinceramente que a nossa Associação de Estudantes, tenha “unhas para tocar guitarra” e intervenha em conformidade. Acredito que têm meios à sua disposição para alterar estas datas. Este será o primeiro grande desafio que esta nova Direcção Geral enfrentará. Terão que provar a todos os estudantes que merecem ser os nossos representantes? É para isso qu
e foram eleitos…

Em todo o caso, deixo a sugestão :

No pior dos cenários, recorram a uma Providência Cautelar que resolve o assunto.
Em caso extremo, garanto-vos que eu, Joaquim Costa, aluno 29989 e candidato ao CG, o farei..

Se tal se vier a verificar, ficamos todos a saber com o que podemos contar, ficaremos todos com a sensação que não estamos devidamente representados.

Não pretendo fazer futurologia muito menos estar aqui a criticar sem que a Direcção Geral tenha tempo de agir, apenas pretendo alertar-vos para o problema que poderá advir. Estou convicto que vencerão este e muitos outros desafios, repondo um pouco de democracia, um pouco de igualdade entre os pares, que de vez em quando anda ausente na nossa Universidade..

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Regulamento Eleitoral do Conselho Geral impede estudantes de votar

A/C – Magnifico Reitor da Universidade do Algarve

Tomando conhecimento do Regulamento identificado em epígrafe, e homologado por despacho de V. Exª, datado de 8 de Janeiro do corrente ano, constato que a data ali determinada, para a realização das eleições para o Conselho Geral, é o dia 17 de Fevereiro próximo.

Cotejando tal data com o calendário escolar, homologado por despacho de V. Ex.ª, com a data de 24 de Junho de 2008, constato, por sua vez, que tal data corresponde a plena época de Exames, mais a mais, Exames de Época de Recurso. Ou seja, provavelmente a única data não aconselhável para tal efeito, já que a maioria dos estudantes não se encontrará a frequentar aulas na Universidade, e o número de alunos presentes na mesma, para Exame de Época de Recurso, é extremamente diminuto.

A marcação de eleições para esta data terá sido certamente por lapso, ainda que susceptível de interpretações controversas, nada abonatórias da Instituição, acerca dos motivos da mesma data.

Por mais do que uma razão, torna-se assim imperativo proceder ao adiamento das referidas eleições, naturalmente dentro dos prazos estatutariamente definidos, de forma a contemplar um período escolar que garanta a possibilidade da mais ampla participação estudantil.

Aliás, tal corresponderá plenamente à letra e ao espírito da Comunicação que V. Ex.ª dirigiu à Comunidade Académica, datada de 12 de Fevereiro do corrente ano.

Assim, e realizando-se amanhã um Senado Universitário, dirijo-me a V. Ex.ª no sentido de se aproveitar esta realização para se proceder à correcção da referida data.

Com os meus melhores cumprimentos

Universidade do Algarve, 13 de Janeiro de 2009

Lista B candidata às eleições do Conselo Geral

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Estatutos da UALg feridos de legalidade

Em rigor, os Estatutos não poderiam ter sido remetidos para homologação do Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (MCTES), sem antes, as actas das Reuniões plenárias terem sido submetidas à aprovação da Assembleia. De acordo com o Código do Procedimento Administrativo, o documento que foi enviado, carece de validade jurídica.

Artigo 27º(Acta de Reunião)

1 – De cada reunião será lavrada acta, que conterá um resumo de tudo o que nela tiver ocorrido, indicando, designadamente, a data e o local da reunião, os membros presentes, os assuntos apreciados, as deliberações tomadas e a forma e o resultado das respectivas votações.

2 – As actas são lavradas pelo secretário e postas à aprovação de todos os membros no final da respectiva reunião ou no início da seguinte, sendo assinadas, após a aprovação, pelo presidente e pelo secretário.

3 – Nos casos em que o órgão assim o delibere, a acta será aprovada, em minuta, logo na reunião a que disser respeito.

4 – As deliberações dos órgãos colegiais só podem adquirir eficácia depois de aprovadas as respectivas actas ou depois de assinadas as minutas, nos termos do número anterior.

Na última reunião plenária, o Sr. Reitor comunicou que seria enviada, uma cópia digitalizada das actas, para que todos os membros da Assembleia dessem o seu parecer. A questão é que, nenhum membro teve acesso às actas!

O que será que elas escondem?

A verdade é que, foram feitas pequenas alterações, relacionadas com o Conselho Económico e Social (órgão de consulta da Universidade, visando a promoção das relações entre esta e a sua envolvente regional, no âmbito social e económico), sem que para tal, os membros se tenham reunido presencialmente, como está consagrado na lei.

A falta de transparência empregue nos processos, não é nova, mas tem sido constante! Foi por estes motivos que, sempre me debati para que o Provedor do Estudante fosse uma personalidade externa!

De acordo com o artigo 23º dos Novos Estatutos da Universidade do Algarve, compete ao Conselho Geral:

  • Aprovar alterações aos Estatutos da Universidade, nos termos da Lei;
  • Elaborar e aprovar o regulamento eleitoral, organizar o procedimento de eleição e eleger o Reitor, nos termos da lei, dos Estatutos e do respectivo regulamento;
  • Apreciar os actos do Reitor e do Conselho de Gestão;
  • Designar o Provedor do Estudante e aprovar o regulamento das suas actividades;
  • Aprovar, mediante proposta do Senado Académico, a Carta de Direitos e Deveres dos diferentes corpos da Comunidade Académica da Universidade do Algarve;
  • Desempenhar as demais funções previstas na lei e nos Estatutos.
  • Entre outras competências..

É por estas e outras razões, que vou candidatar-me ao Conselho Geral!!

Os alunos e a Instituição

O novo Regime Jurídico para as Instituições do Ensino Superior (RJIES) reduziu a representatividade dos alunos nos Órgãos de poder das Universidades.

A Reitoria, ‘solidária’ com os estudantes, elaborou uma Proposta de Regulamento eleitoral para o Conselho Geral em que ‘fomenta’ a participação destes. Ora vejamos, conforme consta no documento em questão, só os alunos inscritos até 30/10/2008 constarão nos cadernos eleitorais. 

A pergunta impõe-se: 

Os alunos da segunda e terceira fases, 2.º ciclo e 3.º ciclo, uma vez que não constam dos cadernos eleitorais, será que também têm a obrigação de pagar propinas?

Tudo bem, temos que ser compreensivos. Por lapso foi utilizado um modelo já existente, se bem me recordo muito parecido com o Regulamento eleitoral para a Assembleia Estatutária.

Não foi nessas eleições que o processo eleitoral foi suspenso, exactamente por cerca de 50% dos estudantes não se encontrarem nos respectivos cadernos eleitorais!?

Felizmente o magnífico Reitor assumiu publicamente, perante o Senado, o compromisso de prolongar o prazo até ao final do ano, para que todos os estudantes matriculados na nossa Universidade possam escolher em consciência os seus representantes.

Muito se tem falado em pedagogia. Lembro-me de um bom exemplo que gostaria de partilhar convosco. Conheço professores que levam esta questão ‘muito a sério’, tanto assim é, que, ao longo dos seus anos de carreira, desenvolveram métodos de avaliação ‘revolucionários’. Os resultados não enganam, basta verem-se as elevadas médias de algumas avaliações.

Há um desses professores que está tão avançado para a época que até faz sumários de aulas que não dá, beneficiando assim os alunos com a sua ausência. Absolutamente fantástico!
Como aluno que sou, o que realmente me interessa é ter um ensino capaz, com qualidade. Acho que é nossa obrigação divulgar à comunidade académica todos estes métodos que possam eventualmente contribuir para o ‘aumento’ do prestígio da nossa Universidade.

Por força dos reajustamentos resultantes dos novos estatutos, três faculdades vão dar lugar à Faculdade de Ciências e Tecnologia. Se já era consensual a necessidade de emagrecer o corpo docente, nos tempos que correm isso ainda faz mais sentido.O problema é que os professores que estão em início de carreira, com um vínculo à instituição mais fragilizado, serão os primeiros a receberem ‘guia de marcha’ independentemente de serem bons professores ou não.

Não há perguntas para as quais não encontres resposta!

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