Assembleia Magna da AAUAlg: Tesoureiro confirma recurso à banca para um empréstimo que poderá rondar meio milhão de euros!

A tão esperada Reunião Magna da Associação Académica da Universidade do Algarve realizou-se no passado dia 13-07-2011. À partida, as atenções estavam direccionadas para a actual situação financeira da académica, que como se sabe, está em falência técnica e irá recorrer aos despedimentos de funcionários, processo que está a decorrer. 

O inicio dos trabalhos foram bastante conturbados e de extremo constrangimento para o presidente da Assembleia Magma, Diogo Leal. Quer pelo atraso verificado até à sua suspensão por incumprimento e desconhecimento dos regulamentos, quer pelas sucessivas correcções vindas da plateia no decorrer da sessão. O embaraço foi tal, que no auditório ouvia-se um burburinho questionando a competência de Diogo Leal para dirigir os trabalhos. 

A reunião estava agendada para às 15h00, mas como é sabido, devido à falta de quórum mínimo e por imposição regulamentar, os trabalhos começam uma hora mais tarde. O mau estar surgiu pelo facto de se ter iniciado apenas às 16h35, ao ponto de o ex Presidente da AAUAlg, Pedro Barros, manifestar o seu descontentamento, considerando que o atraso o impedia de contribuir nas discussões das matérias. Pouco depois abandonou o local.

A reunião foi suspensa aproximadamente 20 minutos depois de se iniciar, após intervenção de um estudante relativa à constituição da mesa. Para não atrasar ainda mais os trabalhos, o mesmo aluno propôs que os trabalhos reatassem no ponto da interrupção.

Sabe-se agora que AAUAlg pela voz do seu tesoureiro, Pedro Oliveira, que o órgão irá recorrer à banca. Quando questionado sobre o montante, referiu que “ poderá ir até 500.000,00€”, para fazer face a um passivo na ordem dos 432.314,00€. Não acrescentou mais informações sobre o assunto.

Relativamente ao Plano de Actividades 2011 (download), lamentavelmente descortinámos que é um corte e costura do Plano de Actividades de 2010 (download). Algumas partes são integralmente plagiadas com algumas actualizações pelo meio.

No que toca ao orçamento é de todo importante realçar que o saldo apresentado no documento não é o mesmo que o passivo, são coisas completamente distintas! O saldo representa apenas os resultados do período. O total do activo, passivo e capital próprio, representa o passado e o presente de forma mais abrangente, e dá indicações do que podemos esperar do futuro, tal como a demonstração de resultados evidentemente.

À imagem dos últimos anos, não foram apresentadas as demonstrações financeiras como o Balanço, as Demonstrações de resultados e respectivos Anexos, a explicar as rubricas mais pertinentes, apenas quadros extraídos do Excel que não oferecem qualquer credibilidade tendo em conta os erros grosseiros detectados. Existe um desvio de 6.032,31 €, logo, o saldo final negativo é substancialmente diferente do que foi apresentado.

À imagem do orçamento 2010, está cheio de erros. O mesmo que detectamos um desvio de 180.894,96€ (Ver artigo) e que foi retirado do blogue da Magma para correcção e até hoje. Remetemos a nossa análise mais profunda para um ficheiro Excel (download), onde poderá consultar todos os quadros que compõem o orçamento 2011, com notas e explicações nos erros identificados e que são muitos.

Numa das questões relacionadas com o orçamento, o tesoureiro, Pedro Oliveira, aluno do curso de gestão na ESGHT, afirmou que “eu não percebo muito de contabilidade” facto esse que podemos comprovar pela mediocridade do documento. Deixou claro que os valores apresentados tiveram a certificação do contabilista que presta serviços para a AAUAlg, algo que não acreditamos minimamente! Por muito incompetente que possa eventualmente ser, nunca a este ponto e desta forma.

Terminamos com as seguintes sugestões para a discussão do assunto:

  • O Presidente da DGAAUAlg no passado dia 06-07-2011 numa entrevista dada à rádio RUA em colaboração com o Jornal Barlavento, afirmou que a marcação da reunião iria ser divulgada nesse mesmo dia. Apenas no dia 11-07-2011 foi do conhecimento público;
  • A reunião foi agendada para uma época de exames de recurso, já na sua recta final, e a um horário em que muitos estudantes estavam a realizar exames;
  • Não foram disponibilizados o plano de actividade e orçamento, para que os estudantes pudessem analisá-lo atempadamente de forma a colocarem as suas questões;
  • No Blogue da Assembleia Magna e blogue da Associação Académica não divulgaram a reunião magna;
  • O Orçamento apresenta um desvio de 6.032,31€;
  • O Conselho Fiscal absteve-se em bloco na votação do orçamento e no seu parecer anunciou que se ia abster. Outro indicador fortíssimo da discordância e desconfiança que reina entre os órgãos da AAUAlg. Adiantaram que muito provavelmente o BA Caffé fechará e que para fazer face à situação financeira da académica, despedimentos e o recurso à banca estão a ser ponderados. Afirmações que contradizem declarações recentes de Guilherme Portada que ponha de parte qualquer despedimentos;

Associação Académica da Universidade do Algarve não tem dinheiro para pagar os subsídios de férias aos trabalhadores despedidos…

Em resposta ao comunicado emitido no site da Associação Académica, na passada quinta-feira dia 30-06-2011 às 21h21, desmentindo a insolvência financeira, apraz-me fazer o seguinte esclarecimento:

No comunicado pode-se ler que “A Associação Académica da Universidade do Algarve não comenta inserções caluniosas feitas em redes sociais, não alimentando por isso especulações ou declarações injuriosas.”

Perante esta comunicação, o site UAlg Profunda reitera a insolvência financeira da AAUAlg e afirma que já foi comunicado a alguns colaboradores que o seu subsídio de férias não será pago na cessão do seu vínculo à Associação Académica, mas numa data posterior que ainda não foi definida.

Pode-se ler ainda que “A gestão e o funcionamento da Associação Académica da Universidade do Algarve são tratados com transparência, empenho e verdade e os seus assuntos devem ser discutidos e apreciados nos órgãos próprios nomeadamente em Assembleia Magna, Conselho Fiscal e Direcção-Geral”

Esta afirmação não tem qualquer correspondência com a realidade, e é preciso relembrar alguns factos que são irrefutáveis. No dia 28-05-2010 realizou-se uma assembleia magna para aprovação dos planos de actividades e orçamento de 2010, onde foram detectadas falhas gravíssimas no orçamento apresentado. Ficaram por explicar 180.894,96€, e após várias tentativas de esclarecimento, nem o Tesoureiro de então, Luís Gabadinho, nem o Presidente da actual Direcção-Geral conseguiram justificar o montante, remetendo explicações para uma outra data. Portanto, podemos verificar que nem nos órgãos próprios somos devidamente esclarecidos.

Consultem os originais do plano de actividades, o orçamente de 2010, o parecer do Conselho Fiscal a elogiar o documento, a minha análise e verão que apresento provo que mentir é uma especialidade da casa:

http://ualgprofunda.wordpress.com/2010/09/28/desapareceram-180-89496-e-da-associacao-academica/

Como se não bastasse, no passado dia 26-04-2011 às 14h52 o Conselho Fiscal publicou uma nota na página do seu Facebook, dando conta da sua indignação e preocupação, realçando que “a Direcção Geral tem demonstrado uma enorme falta de vontade em colaborar com o Conselho Fiscal. Perante esta postura de não revelar qualquer informação acerca da situação financeira actual da Associação Académica é nos totalmente impossível desempenhar as funções para as quais fomos eleitos por todos os Estudantes da Universidade do Algarve.”

O comunicado feito dirigido à comunidade académica, realmente é interessante, não desmente os despedimentos, apenas refuta a insolvência. Pois não, está em falência técnica, talvez com termos menos técnicos entendam. Não escondam mais a verdade porque a comunidade académica merece saber a verdade toda. Sabemos quantos funcionários estão contratualizados e os que estão efectivos, e daqui a poucas semanas saberemos quantos manterão a sua ligação à academia.

Apesar de todas as tentativas de desmentir esta realidade, com comunicados, ataques pessoais e boatos para descredibilizar a informação avançada neste espaço, é garantido que o descalabro está a ser combatido com despedimentos em massa e com o trespasse de alguns serviços, o que, efectivamente está a decorrer e não há como desmentir.

Tenham honestidade intelectual e não tentem imitar o Bill Clinton quando confrontado sobre o caso Monica Lewinsky.

Insolvência financeira na AAUAlg: Confirmado o fecho de Serviços e despedimentos em massa!

Feitas as contas, sabe-se agora que a semana académica 2010/2011 deu um grande prejuízo, ao ponto de serem necessárias, severas medidas de austeridade, para que a Associação Académica da Universidade do Algarve não entre em processo de insolvência financeira.

De acordo com fontes próximas a João Parrilha, o administrador executivo, a recuperação financeira levará pelo menos 3 anos a ser alcançada. Para garantir que assim seja, pelo menos 20% dos funcionários dos centros de cópias, bares e restaurante académico terão que ser despedidos.

O processo que já teve início, será realizado em três etapas, que é no mínimo, um método tão inovador como arbitrário (Pasw vulgo SPSS):

  1. Todos os funcionários terão que fazer uma auto-avaliação;
  2. Os coordenadores dos serviços terão que realizar uma avaliação dos seus funcionários;
  3. Os dados das auto-avaliações e das avaliações dos coordenadores dos vários serviços serão introduzidos num programa informático e daí se decidirá quem será despedido.

As medidas de austeridade não se ficam por aqui. Os bares que a AAUAlg explora no Instituto Superior de Engenheira (Civil) e na Faculdade de Economia da Universidade do Algarve, serão encerrados e abrirão portas com nova gerência. Até ao final de Julho, todos os seus colaboradores serão informados da sua permanência ou do provável despedimento.

Situação que deverá ser semelhante ao BA café com a possibilidade de não abrir portas caso a gerência não seja cedida a terceiros.

Sabe-se ainda que os próximos serviços a serem alvo da reestruturação, são os centros de cópias, que deverão permanecer sobre o domínio da AAUAlg, aonde inevitavelmente haverá dispensa de funcionários, de acordo com as etapas acima referidas.

De acordo com fontes próximas ao administrador da Direcção Executiva João Parrilha e o actual Presidente da Direcção Geral, Guilherme Portada, ambos andam de costas voltadas. É sabido que o administrador colocou o seu lugar à disposição, por discordar do Presidente da Direcção Geral relativamente aos moldes da organização da semana académica 2010/2011, por considerar à data, que a mesma não seria económicamente sustentável, o que, a se confirmar colocaria em causa a estabilidade financeira da actual estrutura da AAUAlg e com as consequências que agora se conhece.

Como se explica uma abstenção de 95,9% nas eleições para o Conselho Geral ???

Se em 2009 a fraca participação dos estudantes nas eleições dos seus representantes pode ser atribuída ao facto de ser o primeiro Conselho Geral da Universidade do Algarve, fruto da revisão estatutária de 2008, em abono da verdade, não posso deixar de referir que o excelentíssimo Reitor João Guerreiro teve um papel primordial ao impedir qualquer afixação de material de campanha à entrada dos campus, ao impedir a divulgação através da plataforma electrónica (email) do manifesto de campanha das listas, o facto de os alunos de 2º ciclo (mestrado) não constarem dos cadernos eleitorais e verem-se impedidos de exercerem o seu direito de voto, entre outras barbaridades que estão devidamente documentadas, para memória futura caso seja necessário…

Pese embora todo o esforço da Lista B, que saudosamente encabecei, a abstenção foi de 91,5%. Curiosamente realizamos um inquérito no nosso círculo eleitoral (campus de Gambelas) em que questão principal dirigida aos estudantes, era se já tinham ouvido ou lido qualquer referência ao órgão em apreço e  quais as suas competências? Em mil e muitas respostas obtidas, apenas uma aluna conhecia (Irina Martins). Os resultados foram afixados em todas as Unidades orgânicas, portanto, do conhecimento geral.

Em relação aos resultados de 2011 temos um aumento da já absurda taxa de abstenção de 91,5% para 95,9% o que corresponde a uma taxa de crescimento de 4,8%. Em termos práticos, o número absoluto de votantes foi metade!

Termino com muitas questões. Uma delas é de que, os responsáveis políticos da Universidade do Algarve apelam à participação e à envolvência dos estudantes no quotidiano da instituição, desde o Reitor aos vários presidentes das comissões eleitorais, mas não passa da retórica. Então neste órgão, o esforço é no sentido da não participação. Vejamos:

Um aluno que se preste a estar numa mesa de voto um par de horas, o Reitor oferece 3 meses de estatuto de dirigente associativo. Um membro do Conselho Pedagógico que reúne ordinariamente duas vezes por ano, dois anos de estatuto de dirigente associativo. Um membro do Conselho Geral que é somente o órgão máximo da instituição e que reúne ordinariamente quatro vezes por ano, foras as reuniões extraordinárias, não tem qualquer estatuto atribuído. Realmente dá que pensar. Quis debater a questão no plenário mas não encontrei qualquer receptividade. Vá-se lá saber porquê…eu sei!

Já agora, qual é o papel da associação académica nisto tudo? Controlar os 17% que é o que vale a nossa representação de forma a ganhar poder negocial, o que, nem sempre corresponde ao melhor dos interesses dos estudantes. Isto é, se entendermos que o melhor interesse dos estudantes não é propriamente o crescimento económico da AAUAlg. Não podemos ter tudo…Alguns leitores devem estar a questionar-se como é possível com 17% termos influência significativa no órgão? A melhor resposta é compararmos a nossa representação ao CDS/PP no panorama político actual. Sem este partido não haveria maioria absoluta, muitas vezes necessária para aprovar certas matérias (vide estatutos da UAlg).

De uma coisa eu tenho como dado adquirido: daqui a dois anos existirão novas eleições, tanto para o Conselho Geral como para eleger o próximo Reitor, e ai sim, a abstenção descerá consideravelmente…é tudo uma questão de motivações..

1As eleições para eleger os representantes dos professores/investigadores (51%) e estudantes (17%), assenta no princípio da paridade entre o subsistema universitário e politécnico conforme disposto na alínea a) do nº 1 do art. 2º do Regulamento Eleitoral do Conselho Geral da Universidade do Algarve. Uma forma de garantir a igualdade dos dois subsistemas no seio do órgão. 

O Prof. António Branco esteve mal. E o Sr. Fernando Ulrich enquanto presidente do Conselho Geral??? Pior ainda…

No último post realcei o facto de o presidente da comissão eleitoral 2011 não ter evidenciado qualquer motivação em mobilizar os estudantes para a importância de se fazerem representar no Conselho Geral. Não podemos pensar que, estas coisas justificam-se com incompetência dos interveniente, é tudo menos isso. Deixo esse exercício para as mentes mais brilhantes e esclarecidas .

No entanto, em abono da transparência dos processos, não posso deixar de fazer alguns apontamentos ao presidente do Conselho Geral, que tem tido uma postura altamente reprovável em todo o processo eleitoral, e nas substituições dos estudantes quando estes deixam de reunir as condições exigidas para o integrar “O mandato dos membros do Conselho cessa logo que deixem de pertencer ao corpo que representam” (nº 3 do artigo 13º), pese embora, todos os esclarecimentos do MCTES sobre a matéria. É caso para afirmar que o Conselho Geral da Universidade do Algarve não está abrangido pela lei Portuguesa, nem se rege pelo próprio regulamento interno. Podíamos comparar  o órgão ao topo do Everest.

Há que dizer com todas as letras que já deveriam ter sido realizadas eleições intercalares em Outubro 2010 ao abrigo do nº 3 do artigo 15º do regulamento interno do órgão “na falta de elementos efectivos ou suplentes, há lugar à realização de uma eleição intercalar a efectuar unicamente para fins de preenchimento da vacatura”, responsabilidade essa, atribuída ao  presidente do órgão em conformidade com a alínea b), nº 1 do artigo 5º do supracitado regulamento 

“Declarar ou verificar as vagas no Conselho e proceder às substituições devidas nos termos do presente regimento”

Para finalizar a minha intervenção, e para que não restem dúvidas deste comportamento consentido, convém esclarecer que, apesar de não estar reflectido no regulamento interno os prazos em que as substituições devem ocorrer, convém relembrar aos mais esquecidos, um excerto do parecer que o Secretário-Geral do Ministério, António Raúl Capaz Coelho emitiu no passado 22-03-2010:

“Quanto ao prazo para se proceder à referida substituição o RJIES é omisso quanto a esta questão pelo que deverá aplicar-se supletivamente o prazo geral previsto o nº1 do artigo 71º do Código do Procedimento Administrativo para a prática de acto administrativo, ou seja, 10 dias úteis”

Este tipo de comportamento é um espelho da sociedade doente em que vivemos…

Artigos Relacionados:  

Hoje há eleições com vista à eleição dos representantes dos alunos para o Conselho Geral, mas não é tudo o que precisa de ser dito…

É preciso analisar todo o processo eleitoral desde o seu início e mensurar o comportamento da comissão eleitoral desde a sua constituição até à data. Vejamos:

1 – Constituição da Comissão eleitoral

É de todo inadequado que a comissão eleitoral seja constituída por 71% (5 de 7) de membros do actual Conselho Geral, incluindo o seu presidente, por incompatibilidades óbvias.

2 – Informações institucionais produzidas pela comissão eleitoral:

A 1ª informação dirigida aos alunos é nº 2 no dia 27-05-2011 através do email institucional como seguinte conteúdo:

 “A Comissão Eleitoral informa que estão abertas as inscrições para estudantes que queiram integrar as mesas de voto….pela participação…será atribuído, durante três meses, o estatuto de dirigente associativo.”

A 2ª informação é nº 4 (06-06-2011), apelando à participação de todos os estudantes no acto eleitoral, dando a conhecer as principais competências do órgão em apreço, com destaque para “Fixar as propinas devidas pelos estudantes”. Bastante apelativo…

O que importa aqui realçar é que, o Presidente da comissão eleitoral não teve a mesma motivação em mobilizar os estudantes nem despertar o seu interesse em se candidatarem para o órgão. Em vez disso, acenou com 3 meses de estatuto de dirigente associativo e para acabar em beleza, um chavão:

 “O SEU VOTO É IMPORTANTE. NÃO DEIXE QUE OUTROS DECIDAM POR SI.”

A primeira informação a ser distribuída aos estudantes deveria ser a dar conhecimento dos prazos de apresentação de candidaturas aos órgãos e os procedimentos legais de aceitação, reforçando a importância do mesmo para a instituição e para os próprios alunos.

Ficou a cargo de terceiros…e mal em alguns casos.

Proposta de regulamento de avaliação do desempenho dos docentes da Faculdade de Economia

Poderá consultar todos os parâmetros e respectivas ponderações na avaliação global. Clique no link para aceder ao ficheiro Excel.

Tabelas anexas ao regulamento de avaliação do desempenho dos docentes da FUAlg

Reflexão do Sindicato Nacional do Ensino Superior sobre a proposta de regulamento de avaliação dos docentes da FEUAlg

“Não posso deixar de denunciar o ponto 1.2 do anexo I (vertente de ensino) da tabela anexa ao regulamento de avaliação de docentes, agora em discussão na FE. 

A nossa relação laboral está bem definida. Ela determina que, em regime de tempo integral e em media, leccionamos 9 horas semanais.

Premiar sem mais a quantidade de serviço docente – na base de “quantas mais aulas leccionadas maior pontuação” -, vicia o vínculo contratual e atenta contra a unidade dos trabalhadores pois incita alguns a aceitarem sobrecargas de serviço docente. Com isso, a entidade patronal passa a poder dispensar colegas. O ponto 1.2 é decerto ilegal. É também uma manobra típica do patronato.

Peço pois, como delegado sindical, que nenhum colega dê o seu aval ao referido ponto 1.2 (I).

E já que tive que falar dessa tabela, passo a referir, agora a título pessoal, outros aspectos negativos. 

Começo por lembrar alguns princípios básicos de justiça e de sentido comum.

  1. Nunca se deve pontuar o que é arbitrário: o que não dependeu da vontade e do esforço do docente. As benesses dispensadas (a uns mas não a outros) pelos superiores hierárquicos, o serviço docente (que é “atribuído”, não decidido pelo docente), os cargos e as outras escolhas que dependem do favor, nada disso deve ser pontuado. Os pontos, lembro, servem para indiciar o mérito, não para avaliar em que medida alguém é querido pelo superior.
  2. A avaliação tem por fim facilitar o alinhamento do interesse individual com o da instituição. O interesse da Universidade do Algarve é produzir ensino convincente, de qualidade, e investigação que seja reconhecida como valiosa no meio científico. Secundarizar a avaliação feita pelos alunos ou a publicação de “papers” em boas revistas internacionais em proveito de aspectos irrelevantes e arbitrários, é atentar contra os interesses mais básicos da Universidade do Algarve. São esses que devem presidir às pontuações, não outros sem valor acrescentado para a instituição.
  3. Os regulamentos existem para conseguir que as pessoas sejam todas pesadas com o mesmo peso e medidas com a mesma medida. Não vale a pena andar a fazer tabelas que remetem para decisões pessoais do superior ou de pessoas que dele dependem. Se um regulamento amplia o poder discricionário do superior em vez de o limitar, então é melhor que não exista pois confere uma falsa impressão de equidade aí onde ela realmente foi abafada.
  4. Uma avaliação de desempenho deve basear-se em poucos critérios, simples e que todos possam cumprir. Esta tabela é demasiado detalhada e complicada, premiando aspectos da vida académica que não merecem ser premiados e carregando os docentes que não queiram ser vítimas de enganos com uma sobrecarga de trabalho burocrático. Vai ser preciso passar a provar tudo, desde sumários a presenças. Mas o pior é que, no meio de tanta “palha”, há critérios que só em teoria estão acessíveis a todos os docentes. Certos pontos parecem feitos a pensar em pessoas concretas. Isto, como se calcula, atenta contra a equidade. Aliás, a excessiva complexidade é isso que geralmente indicia.

 Realço apenas três exemplos, talvez os mais gritantes:

Ponto 1.2 (I): a quantidade de serviço docente não deve ser valorizado. Nem há qualquer razão para que o seja. Se um colega condescende em leccionar mais horas, isso não pode ser premiado já que era incitar a entidade patronal a não cumprir; e era colocar o emprego de colegas em risco. 

Além disso, é arbitrário premiar os docentes a quem se distribui muito serviço e penalizar outros a quem se distribui pouco. Como todos se lembram, docentes houve, que passaram semestres inteiros sem terem tido serviço docente atribuído. O que mostra a que níveis de arbitrariedade pode ir a atribuição de serviço docente na nossa faculdade. 

Ponto 1.4 (I): avaliação feita pelos alunos. Quem paga mil Euros para frequentar uma faculdade, quem faz sacrifícios de montante ainda maior, está ciente do retorno que espera obter. A voz dos alunos deve pois ser escutada com grande atenção e respeito. Deve ser valorizada e não abafada. 

Na FE está-se sempre a culpar os alunos. Mas é falso que não saibam o que querem, é falso que sejam uns preguiçosos e que andem a fugir às aulas. Eles faltam às aulas quando as aulas não valem a pena. Às outras, eles vêm. Más notas, quando em quantidade, são culpa do docente. Isto é sabido. E nas avaliações dos docentes eles sabem muito bem o que querem. É falso que premeiem os docentes que não os põem a trabalhar. É exactamente o oposto.

O ponto 1.4 (I) deve ser o mais valorizado dentro da vertente “ensino” pois é o único realmente objectivo e que vem ao encontro do interesse da Universidade do Algarve. Na verdade, é este o único do grupo I que não é, duma forma ou de outra, arbitrário. É o único em que um director não consegue interferir.

Mas tal como está, as exigências do ponto 1.4 (I) são exorbitantes e a sua pontuação geral é mínima. Assim, o resultado é que a diferença entre os docentes bons e os maus é “aplanada”. Para quê ser-se bom docente na FE? Desde que se cumpram os aspectos formais (estar na aula, escrever um sumário), o resto não é valorizado. 

Alem disso, a redacção do mesmo ponto 1.4 (I) é confusa (o “numero de alunos” nunca pode “ponderar” um índice: só factores ou proporções ponderam, as quantidades não ponderam) e distorce aquilo que se pretendeu ao criar o GAQ. Se o GAQ tivesse querido que os índices fossem “ponderados”, tê-lo-ia feito. E se cada faculdade pode fazer o que lhe apetece com o GAQ então ele não é preciso para nada. 

Em aspectos como este, a Faculdade de Economia não tem o direito de ser diferente. Não tem o direito de “aguar” a exigência mais básica dum docente: dar aulas bem dadas, bem preparadas, convincentes. Um docente, quer seja da FCT, da FE ou da FCHS, deve ensinar bem. Não há qualquer razão para a existência de bitolas diferentes. Esta tabela, de resto tão cheia de regras e “items”, passa por cima da qualidade docente. 

1.4 (II): resultados da investigação. O que a tabela deve favorecer é a publicação em boas revistas científicas internacionais. É isso que interessa à instituição. E é isso que é difícil. A publicação de um livro não deve valer tanto como a de um bom artigo porque os artigos são escrutinados e os livros, em geral, não (e menos a este nível). Só quem nunca publicou pode equiparar artigos em boas revistas a livros – mesmo em Inglês. Eu lembro-me de ter visto um colega fazer circular, como prova de bom aproveitamento de sabática, uns 8 livros. Esse tipo de frenesim editorial não se deve colocar a par do trabalho científico. Caso contrário, os docentes da FE com mais potencial científico vão dedicar-se a escrever… livros. E quem perde é a Universidade do Algarve. 

1.5 (I): a simples participação em júris não denota grande mérito e menos na vertente de ensino… Há aqui uma sobrevalorização, explicável mas não aceitável. E este é apenas um exemplo entre vários. A simples orientação de teses também não devia ser valorizada. O finalizar, não o começar, é que tem mérito. As co-autorias e as co-orientações deviam ser penalizadas. É bem sabido como certos docentes da FE conseguem aparecer em “todos” os júris, publicações, orientações… seja de que especialidade for. De resto, as secções II, III e IV estão também cheias de “palha” deste tipo. A imparcialidade, nesta tabela, ficava menos mal parada se essas secções fossem examinadas com um olhar minimamente crítico. 

Esperando que estes breves comentários sejam úteis, apresento os meus cumprimentos,”

Consultar: Tabelas anexas ao regulamento de avaliação do desempenho dos docentes da FE

Versus Tuna anuncia ruptura com a actual Direcção Geral da AAUAlg

“A Versus Tuna – Tuna Académica da Universidade do Algarve, fundada a 7 de Maio de 1992, a quando da fundação da Associação Académica da Universidade do Algarve em 1997, resolveu, em prol da unificação e coesão da Academia, associar-se ao projecto enquadrando-se sob o conceito de secção autónoma.

Mantendo toda a sua estrutura e fundamentos originais e regendo-se por regulamento próprio, a Versus Tuna é desde sempre a única responsável por todas as suas actividades.

Ao ver o seu nome divulgado no contexto do evento 26.ª Semana Académica do Algarve, faz saber à restante comunidade académica e a quem mais possa interessar, que nunca recebeu por parte da actual organização qualquer convite formal, nem confirmou a sua presença na noite de tunas agendada para o dia 8 de Maio no recinto de espectáculos, tendo apenas tomado conhecimento da data no dia do lançamento do cartaz.

Participamos activa e gratuitamente desde a nossa fundação nas diversas comemorações da Semana Académica da Universidade do Algarve. Sempre que solicitados contribuímos com os nossos préstimos para enriquecer este evento, imprimindo a cultura musical estudantil a uma festa que se quer pródiga em diversidade cultural.

No interesse da consolidação da tradição académica Algarvia, sempre batalhamos pela implementação de um dia académico com entrada livre para todos os estudantes. Infelizmente, a escolha deste dia tem sido ditada pela agenda das restantes bandas contratadas em detrimento das Tunas, ficando estas relegadas para último plano.

A Versus Tuna entende que não serve os interesses da tradição, a constante rotatividade do dia de actuação das tunas e não se revê nos actuais moldes do evento, pelo que deliberou em sede própria não actuar no referido dia, tendo informado a Direcção Geral da Associação Académica.

Enaltecemos a criação de novas tradições, no entanto, nunca em prejuízo das anteriores. Cumpre-nos a responsabilidade de perpetuar as iniciativas dos que nos antecederam. Só assim se consolidam costumes e se ganha e merece o respeito das anteriores gerações. É este o fundamento da tradição.

Lamentamos a perda de uma oportunidade para mostrar o trabalho por nós desenvolvido à nossa academia, no entanto, estamos seguros que os nossos colegas e amigos entenderão esta nossa atitude como a defesa dos ideais que professamos.

Manifestamos desde já total disponibilidade para estarmos presentes nos restantes eventos académicos para os quais sejamos convidados, desde que, devidamente enquadrados.

Desejamos desde já o maior sucesso para a organização desta NOSSA Semana Académica.

Boa Semana Académica.

Cordiais Saudações Académicas

VERSUS TUNA – TUNA ACADÉMICA DA UNIVERSIDADE DO ALGARVE”

Real Tuna Infantina junta-se à Versus Tuna e anuncia ruptura com a actual Direcção Geral da AAUAlg

“A Real Tuna Infantina, Tuna Mista da Universidade do Algarve, vem por este meio dirigir-se a toda a comunidade académica da Universidade do Algarve, relembrando que, enquanto secção autónoma da Associação Académica, é a única responsável pelas suas acções.

 No que diz respeito à 26.ª Semana Académica do Algarve, foi publicitado pela actual Direcção Geral da Associação Académica que a Real Tuna Infantina iria actuar no dia 8 (Domingo).

 Informamos a comunidade académica que a Real Tuna Infantina não irá actuar pois não recebeu qualquer convite formal e, como tal, não marcará a sua presença. Tal como os restantes artistas que irão actuar na Semana Académica, a Real Tuna Infantina também tem uma agenda de compromissos, pelo que ficou indignada ao saber apenas na noite do lançamento do cartaz a data da sua actuação.

É certo e sabido que a noite académica se realiza a uma Quinta-feira com a actuação das Tunas da nossa Universidade, por isso, sendo a Real Tuna Infantina cumpridora da Tradição Académica, não faz qualquer sentido actuar a um Domingo.

A Real Tuna Infantina interpelou a quem de direito da Direcção Geral para pedir justificações, sendo estas apenas de carácter financeiro, isto é, colocar as tunas da nossa própria academia não origina lucro. Apesar de compreendermos a posição da Direcção Geral, entendemos que não devemos ceder a nossa posição pois continuamos a acreditar que a Semana Académica não deverá ser apenas uma forma de fazer lucro mas sim uma forma de transmitir aos estudantes a nossa própria tradição académica.

Entendemos que não devemos ser relegados para último lugar, após todas as bandas terem acertado o dia da sua actuação. Sendo nós o único grupo a actuar gratuitamente, deveríamos poder actuar numa Quinta-feira conforme a Tradição da nossa Academia.É com grande tristeza que não vamos poder actuar em “casa” e que afirmamos que, devido ao nosso trabalho, somos mais valorizados e reconhecidos fora do Algarve do que dentro da nossa própria Academia. Enquanto secção autónoma, sempre nos disponibilizámos para ajudar a Associação Académica em todos os seus eventos de forma gratuita e iremos continuar a fazê-lo.

Esperamos e desejamos o maior sucesso para esta Semana Académica e que, para o ano, a Real Tuna Infantina possa ter condições para actuar com as restantes tunas.

Sem mais assunto, despedimo-nos com as melhores saudações académicas.

 P’lo Magister da Real Tuna Infantina

 Bernardo Leal Salvado”

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