Reitor da Universidade do Algarve formaliza pedido de demissão

João Guerreiro apresentou a sua carta de demissão enquanto Reitor a Universidade do Algarve (UAlg) ao Conselho Geral da instituição, no passado dia 22 de Junho.

Foi uma decisão tomada em prol da «legitimidade dos órgãos» e que, na prática, significa um compromisso da parte da reitoria de apenas realizar os actos de gestão corrente, sem avançar com propostas estruturantes para a universidade, até ser eleito um novo reitor.«Já na primeira reunião do Conselho Geral, feita há cerca de mês e meio, eu tinha colocado este problema. Não me cheguei efectivamente a demitir, porque achava que ainda tinha de dar posse aos directores das Unidades Orgânicas, o que veio a acontecer na semana passada»
Depois de aprovados os estatutos e concluídos ou postos em marcha os processos para algumas das maiores mudanças que estes introduziram, «cabia ao reitor, por direito próprio, começar a apresentar planos de desenvolvimento da universidade a dois ou quatro anos, o que, na realidade, não se coadunava com o tempo que me resta de mandato, que são cinco a seis meses», explicou.

«Se eu não me demitisse, o Conselho Geral não podia organizar o processo eleitoral, porque eu ainda estaria em efectividade de funções», desta forma, poder-se-á avançar para a aprovação do regulamento para eleição do reitor e uma calendarização para o acto eleitoral.
Segundo João Guerreiro, este calendário só deve ser aprovado na próxima reunião deste órgão, a ter lugar no final de Julho, e o escrutínio poderá ter lugar «no final de Setembro ou Outubro».

Apesar de não deixar de lado a possibilidade, João Guerreiro também não assumiu a sua intenção de se recandidatar.

«Julgo que a partir da decisão que tomei na semana passada, estão criadas as condições para tentar ver, com o conjunto da comunidade», qual será o próximo passo a dar.

No balanço que fez do seu mandato, do qual apenas não irá cumprir seis meses do sue total de quatro anos de duração, considerou que a aplicação do seu programa foi «perturbada», pelo processo de aplicação do novo Regime Jurídico das Instituições de Ensino Superior (RJIES).

Apesar de admitir que o RJIES era «esperado e que veio «ao encontro daquilo que eram aspirações que o sistema de ensino superior tinha», João Guerreiro voltou a admitir que, no caso da UAlg, os estatutos decididos não são aqueles que «defenderia». Ainda assim, considera que se avançou em algumas áreas.

Ao nível financeiro, João Guerreiro garante que «neste ano civil, todos os compromissos estão garantidos». O pior já terá passado, nomeadamente em 2006 e 2007, já que em 2008, a instituição negociou com o Governo um plano de saneamento financeiro.

Anúncios

A sua opinião tem importância!

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s