O meu nome é Hernâni Medeiros e sou aluno de Engenharia do Ambiente na UALg.

O meu nome é Hernâni Medeiros e sou aluno de Engenharia do Ambiente na Ualg. Com este pequeno texto de opinião, gostava de fazer uma retrospectiva do que tem sido o funcionamento do meu curso ao longo das já 3 matrículas (e um bocadinho da 4º) que conclui em E.A.  

Decorria o ano lectivo de 2006/2007 quando entrei para a Ualg nomeadamente para o antigo curso de E.S.I. Após um ano de adaptação, constatei que possuía pouca apetência para a programação e comecei a sentir que aquela não era a careira que eu queria seguir. Decidi então mudar de curso e aconselhado por um de um familiar, dei uma vista de olhos no plano de estudos e nas saídas profissionais do curso de Engenharia do Ambiente e foi amor á primeira vista! 

Durante o tempo em que absorvi conhecimentos em E.A destaco principalmente três pontos muito positivos: 

O esforço empreendido pela direcção de curso, na passagem do formato Licenciatura para o modelo de Mestrado Integrado, embora permaneça por resolver alguns problemas gerados nesta transição; a manutenção do curso na Ordem dos Engenheiros através da capacidade de resposta que a direcção demonstrou ao cumprir as rígidas exigências da Ordem; a qualidade de alguns docentes que se destacaram pelo seu profissionalismo e dedicação (por exemplo Prof.(a) Doutor(a) Luísa Barreira, Alexandra Cravo, Margarida Ribau Teixeira e Pedro Rodrigues) e pela motivação que conseguiram despertar nos alunos (por exemplo Prof. Doutor José Paulo Monteiro). 

Contudo, também existiram pontos negativos no funcionamento do curso. Um dos aspectos que têm atormentado os alunos bloco após bloco, tem sido o deficiente planeamento dos horários, verificando-se constantemente conflitos, o que em nada contribui para o aproveitamento dos alunos, pois impossibilita-os de assistir às aulas. Esse aspecto é incompreensível porque o curso registou poucas novas entradas nos últimos 5 anos fazendo com que haja menos alunos/disciplinas para gerir.  

Observando outros aspectos pedagógicos, pode-se apontar igualmente como situação negativa o modo como algumas disciplinas, que funcionam em sistema tutorial (horário reduzido devido aos poucos alunos inscritos) são leccionadas. Estas disciplinas carecem de mecanismos para que os alunos consigam trabalhar em casa de modo produtivo, os alunos muitas vezes não são munidos de textos de apoio de qualidade sendo obrigados a recorrer unicamente à bibliografia, que sendo uma excelente ferramenta, nem sempre é o suficiente para o aluno adquirir o conhecimento necessário para estar apto a entrar na dinâmica da aula tutorial seguinte. Também a repetição de conteúdos entre disciplinas constitui também um problema a nível pedagógico (embora aconteça cada vez em menor escala).  

Na actual conjuntura de Bolonha, em que as cadeiras tem uma duração muito reduzida deve-se utilizar o tempo disponível para o esclarecimento de duvidas e resolução de exercícios e não para repetir conteúdos programáticos.  

Fugindo aos aspectos pedagógicos, há que referir as falhas que têm havido no atendimento prestado pela direcção do curso, no horário acordado para tal. Muitas vezes eu e colegas meus encontramos os gabinetes utilizados para o efeito, completamente vazios e desprovidos de qualquer notificação justificativa. Posteriormente procedemos ao estabelecimento de comunicação via e-mail que infelizmente não tem funcionado na perfeição, talvez devido ao carácter mais complexo que alguns assuntos possuem. 

As cadeiras de opção do 1º ciclo são outras das arestas que necessitam ser limadas. No meu 3º ano o aluno quando ia proceder à inscrição nas ditas cadeiras de “opção” deparava-se com uma lista enorme de cadeiras, no entanto a sua escolha final estava limitada a um reduzido número de cadeiras. O mais caricato foi o facto de no presente ano lectivo uma das cadeiras de opção não apresentar qualquer alternativa possível, um acontecimento sureal sem dúvida. 

Por último, embora haja com certeza um bom motivo, não consigo compreender a razão pelo qual existem professores convidados de outras universidades, quando existem professores da casa com competência e qualificações suficientes para o efeito. Prova disto é o facto dos regentes das cadeiras visadas serem professores da casa. 

Nas cadeiras leccionadas por professores convidados de outras universidades geram-se problemas graves de comunicação pois o professor muitas vezes só está cá no Algarve um dia ou dois. Numa altura de “vacas magras”, acho que era do interesse de todos e da Ualg que o aproveitamento dos recursos humanos fosse optimizado, já que a contratação de um professor do exterior acarreta custos adicionais. 

Embora eu tenha sido mais acutilante nas críticas feitas nesta ultima fase da minha análise, reconheço que a direcção do meu curso tem trabalhado relativamente bem e tem alcançado metas muito importantes para assegurar a sobrevivência, valorização e prestígio do Mestrado Integrado em Engenharia do Ambiente. Contudo só peço aos responsáveis um esforço extra na resolução de estes e outros problemas. A todos os docentes desejo um bom trabalho. 

Como perspectiva futura, penso que a área do Ambiente está em expansão, principalmente a área das energias renováveis. O curso irá ter que acompanhar essa nova realidade crescendo em qualidade e em número de alunos. Este último esforço é crucial para o curso não estagnar, devendo ser planificadas estratégias que permitam uma maior divulgação do curso.  

Também é necessário dotar a área de energias renováveis de equipamentos e de docentes com especialidade em outras áreas (pode passar pela formação dos docentes da casa). Na área de energias renováveis são desenvolvidos principalmente projectos virados para os edifícios (climatização de edifícios, conforto térmico, etc.) devido aos meios técnicos e humanos disponíveis. Contudo outras áreas possuem diversas potencialidades que por sua vez estão associadas a diferentes mercados de trabalho e até mesmo pode gerar oportunidades de negócio para projectos na UALg.
Quero só terminar deixando um grande obrigado e um abraço sentido a todos os meus amigos e colegas de curso que tanto me apoiaram nesta minha jornada académica que sem eles não era tão confortável e feliz. 

Faro 8 de Outubro de 2009 

Hernâni Medeiros 

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