Reflexão sobre o curso de Terapia da Fala

Embora tenha ingressado no curso de terapia de fala na universidade do Algarve há apenas três anos posso dizer que muita coisa mudou desde então.

Quando ingressamos num curso superior, fazemo-lo, normalmente com base numa vocação, pensamos então que a partir desse momento estamos a trabalhar para esse mesmo futuro. Qual não foi o meu choque, quando ao iniciar o ensino superior me deparei com cadeiras de cariz geral. A única cadeira que me permitia afirmar que estava em terapia da fala era a de SIP (Seminário de introdução à Profissão), a única disciplina do 1.º Semestre do meu primeiro ano que me fazia sentir que realmente não me tinha enganado a preencher a papelada da candidatura. Estava mesmo em Terapia da Fala!  

No ano em que ingressei no curso, o processo de Bolonha ainda não tinha sido implementado.  

Com a implementação do processo de Bolonha, houve grandes mudanças, algumas agradaram-nos mais, outras menos, e embora não possamos sentir as mudanças em pleno, (uma vez que somos, e seremos sempre, uma turma de ano de transição), temos de reconhecer que muito tem sido feito para que o curso de Terapia da Fala da Universidade do Algarve tenha mais prestígio e qualidade. 

Actualmente um aluno de Terapia da Fala chega ao fim do ano e diz com toda a convicção “Estive no primeiro ano de Terapia da Fala!”, pois actualmente as cadeiras estão muito mais direccionadas para o futuro exercício da profissão, ou seja, o aluno vai começar desde início a familiarizar-se com o mundo da Terapia da Fala, o que sem dúvida é muito mais motivador e proveitoso do que frequentar durante um ano disciplinas tão gerais que a maioria delas poderia pertencer a outro curso qualquer! 

Os professores actualmente recrutados para leccionar as cadeiras também estão a desempenhar um óptimo papel na motivação dos alunos e na transmissão de conhecimentos, incitando-os constantemente a trabalhar para conseguirem os seus objectivos e a darem o seu melhor. 

Futuramente teremos mais uma grande benesse, o laboratório de voz, que estará em funcionamento muito em breve e onde as “gerações vindouras de Estudantes de Terapia da Fala” poderão assistir a consultas de em tempo real, melhorando assim a qualidade do ensino e facilitando a apreensão dos conteúdos das disciplinas práticas.  

Bem, a título de conclusão devo dizer que admiro o trabalho que tem sido feito até agora, é muito bom poder olhar para trás e ver que realmente o curso mudou, evoluiu e isso é de louvar. Apenas lamento, profundamente que as turmas que se encontram a frequentar os últimos anos provavelmente não venham a usufruir de muitos destes benefícios.

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