ESGHT – Os alunos queixam-se de infracções ao Regulamento Interno…

Recentemente fui confrontado com alguns desabafos, colegas da Escola Superior de Gestão, Hotelaria e Turismo, relativamente ao funcionamento e à avaliação de algumas Unidades Curriculares (UC) dos seus cursos.

Aprofundando um pouco mais a questão, as maiores queixas foram dirigidas à disciplina de Empreendedorismo e Gestão de Projectos Empresariais, onde estudantes de vários cursos, sublinham o facto de o planeamento da cadeira e o que realmente aconteceu, não permitiu tirar o melhor proveito desta unidade curricular optativa. Alguns tópicos:

  • “…os apontamentos de suporte às várias etapas do trabalho (Plano de Negócios) foram disponibilizados dessincronizados com o timing das aulas”;
  • O elevado numero de docentes (8) que leccionaram esta UC, não foi capaz de acompanhar o desenvolvimento dos trabalhos presencialmente;
  • Destacam o facto de a cadeira apresentar uma elevada taxa de reprovação (61%), reforça o sentimento de que modelo experimental aplicado tem muitas arestas por limar;
  • Por último, estes alunos evidenciaram o seu desagrado pelo facto de as notas não terem sido lançadas em tempo útil, conforme disposto no ponto 3 Secção II, do Regulamento Interno de Regras de Funcionamento de Testes e Exames;

“A publicação dos resultados deverá ser feita no máximo até 30 dias, após a realização das provas e com o mínimo de 48 horas de antecedência da data marcada para o exame, das 48 horas contam apenas os dias úteis. (O sábado não é considerado dia útil). “

Contactado o Director da ESGHT, Prof. Paulo Águas, referiu que o funcionamento desta UC não correspondeu às expectativas. No entanto, admitiu que o método de ensino escolhido, incluía docentes de várias áreas de ensino, como Recursos Humanos, Marketing, Finanças e ainda a participação do CRIA, tenha criado algumas dificuldades de articulação entre os aspectos teóricos e práticos. Contudo, o aliciante dos estudantes desenvolverem as várias etapas do Plano de Negócios com especialistas, poderia constituir uma mais-valia em termos curriculares.

Considerou ainda, não ter encontrado entusiasmo pelo funcionamento da cadeira por parte dos alunos e outras pessoas, destacando a fraca assiduidade dos alunos às aulas, como um dos factores que contribuíram negativamente na evolução dos conhecimentos adquiridos, admitindo igualmente as responsabilidades da escola em todo o processo.

Fui um pouco mais além, e resgatei uma mensagem do coordenador da UC, Prof. Ludgero Sequeira em 09-04-2010, pelas 16h10, que corrobora as palavras do responsável máximo da escola:

“…não posso deixar de vos expressar a minha apreensão pelo facto de a assiduidade ser muito baixa, de que é exemplo a aula de hoje (02-04-2010) que só compareceu um aluno. Não creio que desta forma consigamos pôr em prática algo de jeito.”

De facto, na intranet da escola, verificou-se que o primeiro material cedido foi um manual “como fazer um plano de negócios” a 15-03-2010, embora as aulas tenham-se iniciado a 22/02/2010. Por outras palavras, após três semanas de aulas. As últimas matérias de apoio foram disponibilizadas no dia 07/05/2010, data esta que correspondeu com a entrega do Plano de Negócios.

Relativamente ao facto de as notas não terem sido lançadas de acordo com o disposto nos regulamentos, UAlg Profunda têm conhecimento que este constrangimento não se deu apenas em “Empreendedorismo e Gestão de Projectos Empresariais”, a nota da 1ª frequência de “Direito Fiscal II” não foi publicada antes da 2ª frequência se realizar, o que é mais grave.

Segundo o Prof. Paulo Águas, a escola possui um sistema informático, que 72 horas antes do próximo exame lança um alerta. Garantiu apurar os factos de forma a corrigir qualquer anomalia técnica ou humana, para que estas situações não voltem a acontecer.

Foi-me conferenciado ontem por um (a) colega (a), que teve a oportunidade de colocar esta questão pessoalmente ao Director da escola, que assegurou que os regulamentos têm forçosamente de serem respeitados, mostrando abertura para que o exame de época normal seja repetido em data a definir, caso os alunos assim o entendam necessário.

Caros colegas, sou extremamente sensível e racional nestas questões, e compreendo o facto da aprendizagem adquirida não tenha correspondido às vossas expectativas. Nestes casos, temos de fazer uma reflexão do papel que cada um de nós desempenhou no resultado final.

Aqui estou plenamente de acordo com o Prof. Paulo Águas, quando as coisas não estão bem devemos dar conhecimento a quem de direito, percorrendo os canais próprios para o efeito. A nossa omissão nos timings em que deveríamos nos manifestar, contribui para que casos como estes aconteçam.

Eu sei e todos sabemos, que muitas das vezes em que apresentamos alguma reclamação, somos dissuadidos a fazê-lo por escrito, aconselhados a recorrer ao diálogo com o docente, e tudo continua na mesma.

Existe dois paradigmas nos vários níveis de ensino que ainda hoje persiste entre os estudantes:

  1. O professor tem a faca e o queijo na mão, portanto, qualquer queixa poderá determinar o (in) sucesso da disciplina.
  2. O professor à imagem de “Deus”. Ou seja, cria-se a ideia que o docente sabe tudo, que é inacessível, por vezes arrogante, logo à partida, a nossa percepção é distorcida devido a um estereotipo que na maior parte das vezes não corresponde à realidade. Mas que existe…

Existem várias alternativas de colocar as questões sem que para isso tenham que se identificar. É para isso que elegemos os nossos representantes (ou não) nos órgãos da nossa unidade orgânica. A verdade é que, por norma, só os conhecemos em alturas de eleições e quando os conhecemos. Esta é uma realidade cultural à muito instituída e consentida por todos nós, em consequência das nossas decisões muitas vezes irreflectidas por força do nosso desconhecimento muitas vezes negligente.

Apesar de nem tudo estar perfeito, a verdade é que a ESGHT é a escola de referência no Algarve, na área de gestão e bem posicionada a nível nacional na área da Hotelaria e Turismo. Mas pode melhorar! Para isso basta que façamos chegar os nossos contributos a bom porto em tempo útil, e algumas coisas conseguem-se resolver. E aqui poderem constatar isso mesmo, com abertura que o Director da ESGHT partilhou as preocupações dos alunos, colocando à consideração dos estudantes a marcação ou não, de um exame de substituição por força da infracção do regulamento interno.

Como diz o ditado “quem tem boca vai a Roma”, nos dias de hoje fica à distância de um email com um agradecimento de volta pela informação.

Ainda hoje os alunos deverão fazer chegar uma exposição ao Director da ESGHT.

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20 pensamentos sobre “ESGHT – Os alunos queixam-se de infracções ao Regulamento Interno…

  1. Estimada Ana,

    “Realmente admito ter havido um erro de interpretação, acontece.”

    Folgo em saber que admites ter existido um erro de interpretação, muito sinceramente.

    Não te preocupes que eu também já dei imensas batucadas, e muitas delas embaraçosas. Acontece quando somos um tanto ou quanto inexperientes, e temos muita vontade de demonstrar que também podemos fazer parte da solução, é perfeitamente normal.

    Vontade é muito importante mas só não chega, mas já é um princípio…

    “…não é meu intuito, nem nunca será, tentar fazer associativismo através de redes sociais…”

    Discordo contigo de todo.

    Em pleno séc XXI as novas tecnologias assumiram um papel cada vez mais activo na nossa sociedade no que toca a informação.

    O “milagre” da Internet e das suas redes de socialização permitiram chegar a um público-alvo muito mais abrangente, permitiu criar uma consciência social mais crítica e informada acerca da sua responsabilidade enquanto cidadãos do mundo.

    É vital partilhar o nosso contributo para que os próximos sejam ainda melhores que nós. A raça humana só evolui se as gerações anteriores evoluírem, e nós, fazemos parte desse processo com a irreverência típica da idade.

    Não é por acaso que os governos tentam sempre domesticar alguns órgãos de comunicação. Nenhum subestima o poder da informação.

    Não tenhas medo de errar que não existe ninguém imune a essa fatalidade.

    Não importa a quantidade de vezes que , mas sim a forma como o ultrapassamos. Vamos tropeçar muitas vezes, mas levantar-nos-emos sempre mais fortes, e assim será até morrermos.

    O que custa não é sobreviver, mas sim viver…É uma das coisas que nos define…

    Nunca digas nunca, mas um até já…

    As devidas saudações

  2. Caro colega,

    Realmente admito ter havido um erro de interpretação, acontece.

    Os meus comentários a este blog eram para terminado aquando da primeira exposição à ESGHT, não é meu intuito, nem nunca será, tentar fazer associativismo através de redes sociais, ou estar continuamente a expor a minha opinião nestes moldes, porque como reparámos há sempre gafes e interpretações erradas (penso já te ter transmitido esta opinião quando “conversámos” no facebook) portanto, terei muito gosto em falar contigo, mas não mais através de comentários a blogs.

    Se mandei um mail a todos os alunos? a todos os alunos não mandei, mas gestão hoteleira, de quem eu sou representante, os 3 anos que constituem o curso, sabem que os represento, e têm feito uso desse conhecimento.

    Uma continuação de um bom trabalho,

    Saudaçoes académicas

  3. Ó Anaaaaaaaa…

    Lá estás tu a fazer interpretações abusivas do que eu escrevi.

    O que eu escrevi no comentário que fazes referencia foi:

    “Se realmente a associação tem uma reunião com o Pró-Reitor sobre esta matéria, é muito mau sinal. Quer dizer que já esgotaram os canais internos da escola e as legitimas pretensões dos estudantes não foram atendidas. Seria um mau inicio de mandato do novo Director do ISE.”

    Qual é a parte que não compreendeste? Sinceramente mais claro é impossível…?

    “Cada pessoa vai criando a sua imagem, e todos os outros respondem em função disso.”

    É verdadeiramente notável como desenhas o meu retrato psicológico, sem que alguma vez tenhas falado comigo ao vivo e a cores? Em psicologia denominam de “erro psicológico” (TPC)…

    A imagem que tens de mim é fundamentada no ouvi dizer…”, “disseram-me que…” entre outras coisas..e vale o que vale…

    “A tua imagem tem sido criada por “Gritos de Guerra” constantes, o que na opinião de muitos, não leva a lado nenhum e não é o caminho para resolver os problemas entre docentes-discentes.”

    Lá estás tu com “na opinião de muitos..” E a tua qual é?

    Se te deres ao trabalho de investigares vais encontrar muita coisa feita. Está neste site é fácil…

    Não és a única pessoa a ter esse estereótipo em relação a mim, eu compreendo alguns porquês…não todos. No entanto, em certos momentos, algumas dessas pessoas questionam-se se realmente tudo o que se diz e se disse em determinadas épocas corresponde mesmo à verdade, ou foi um meio para atingir um fim..? Fica ao critério..

    Podemos não gostar do método, da forma, do conteúdo, mas uma coisa não podem discordar, os factos falam por si…

    Eu respondo a todas as tuas perguntas e tu às minhas nem uma.

    E então sempre enviaste o e-mail de apresentação aos colegas que representas no Conselho Pedagógico?

  4. Olá Costa,

    Realmente, por uma coisa tenho de te felicitar, o teu Blog desperta bastante atenção, é uma verdade.

    É também verdade que poderia ter dito tudo o que disse, de outra forma, para tu não o entenderes como um “Grito de Guerra”, que de facto não foi, mas sinceramente, não mudaria absolutamente nada.

    Um grito de guerra? é verdade o que dizes em relação à questão de haver mais discussão por ser “o Costa”, é verdade e é perfeitamente normal. Cada pessoa vai criando a sua imagem, e todos os outros respodem em função disso. A tua imagem tem sido criada por “Gritos de Guerra” constantes, o que na opinião de muitos, não leva a lado nenhum e não é o caminho para resolver os problemas entre docentes-discentes.

    Tenta-me esclarecer, fiquei confusa com este teu último Post.

    Disseste que era muito mau sinal que tivesse chegado à Associação Académica? porque deveria ter sido resolvido internamente? Pois realmente foi exactamente isso que defendi no Comentário que te deixei em relação à ESGHT, mas não me referia à Associação Académica. é mau sinal os problemas serem resolvidos pela Associação que nos representa?… que tem 3 representantes na direcção geral e 5 ou 6 no núcleo nesta Unidade Org? Penso que devem ser eles mesmos a resolver a situação, tal como já defendi em relação à ESGHT.

    Não nos podemos quexiar que não nos defendem…e quando nos defendem, dizermos que é muito mau sinal.

    Não é um grito de guerra, é uma troca de opiniões…

    Saudações académicas,

    Ana Guimarães

  5. O timing da publicação está directamente relacionado com o intuito do mesmo.

    Mostrar aos alunos e professores que estas situações existem e de que forma devemos lidar com elas. Só publiquei depois de falar com o Prof. Paulo Águas e consciente que a situação iria ser regularizada, devido à consideração que tenho pela pessoa. Apenas isso..

    Abraço

  6. Em resposta ao anónimo,

    Pelos detalhes de informação que publicas em cada artigo do teu blogue deves ter imensas preocupações com alunos especiais das escolas/faculdades da UALG.

    Abraços para todos, é preciso é ter calma, pôr de lado os conflitos e trabalhar-mos todos para o melhor funcionamento desta Instituição!!!

  7. Boas Costa

    Já vi que o teu post tá a criar muita polémica na nossa escola, apenas por um motivo que apresentarei mais em baixo.

    Quanto ao teu post não estou dentro do que se passou, mas o que ouvi das pessoas como principal crítica foi o “timing” do post, e por causa do título que usaste, que englobas-te os alunos todos, e não apenas alguns, o que não agradou a alguns alunos.

    Pessoalmente afectou-me 0.

    Li o post e não encontrei nada de ofensivo, nem nada de especial, que motivasse tanta revolta. Apenas o que constatei e do que li, o blog foi escrito com um dia de atraso, e é a única falha que te posso apontar. Mas daí a haver tanto barulho……

    Quando dizem que a ESGHT é um exemplo entre alunos e professores, talvez sim, talvez não, não conheço as outras realidades mas nos últimos dias esta ideia tem-se esfumado cada vez mais, porque todos os dias tenho tido problemas com professores, como hoje um que não me deixou fazer um exame às 10.23, visto ter 20m para chegar ao exame, em minha opinião ridículo, mas que posso eu fazer? Nada!. E como este caso tenho conhecimento de muitas outras situações vividas não só por mim, por isso acredito que nós não estamos tão bem quanto dizem, em relação à socialização com os professores. Embora ache que exista uma enorme flexibilidade em resolver problemas por parte do nosso director.

    Costa o barulho imenso à volta deste artigo deve-se apenas a um motivo, foste tu que o escreves-te.

    Parabéns por o teu blog ser tão acompanhado, é sinal de algo.

    Continua a dar notícias da nossa Ualg
    Cumprimentos, Pedro Fernandes

  8. Caro colega anónimo;

    As tuas teorias da conspiração são engraçadas. Provavelmente deves descender de antigos membros da “inquisição”.. O que estás a propor é uma caça às bruxas..lol..

    Como deves imaginar, provavelmente já cá andava antes de ti, não achas normal eu conhecer algumas pessoas da tua escola?

    Vens aqui tentar por em causa as minhas eventuais motivações. E as tuas quais são? Ninguém sabe pois não…?

    Olha eu também não aluno do ISE e acabo de publicar o seguinte artigo:

    ISE: Anarquia instalada no Departamento de Engenheiria Alimentar
    http://www.joaquimcosta.com/2010/05/ise-anarquia-instalada-no-departamento-de-engenheiria-alimentar/

  9. Boa Tarde

    Sera que a preocupaçao do senhor Joaquim Costa em relação a cadeira referida, nao é devida a alguns alunos ou mais propriamente alunas, que andavam a frequentar a referida unidade curricular, é porque certa informação de dadas de matéria colucada na intranet da ESGHT não esta acessivel para qualquer pessoa, ou seja esses dados foram facultados por uma pessoa que lida diariamente com ele.
    Fica a pergunta no ar, sera que a preocupação do Sr. Joaquim Costa é apenas e toda em prol dos alunos da UALG ou mais Propriamente da ESGHT ou sera que esta mais dirigida para algum aluno em especial???

    Saudações academicas

  10. Caro Pedro Oliveira,

    Então vamos lá por partes:

    “…não posso deixar de reparar que a divulgação da tua informação deu-se depois de já serem conhecidas as medidas que se irão tomar para se resolver esta questão. “

    É verdade e sabes porquê?

    Porque antes de escrever tive o cuidado de contactar alguns dirigentes dos órgãos da ESGHT sobre este caso pontual como tu dizes, muito antes de publicar esta matéria via e-mail.

    Antes da Tertúlia falei com o Prof. Paulo Águas relativamente a esta matéria e devo confessar que não me surpreendeu a postura oficial da escola. Conheço relativamente bem o Prof. Paulo Águas e o Prof.Ludgero Sequeira (entre outros) desde os tempos da extinta Assembleia Estatutária de 2007, e a nossa relação, sempre foi da maior cooperação, respeito e consideração mútua.

    Por isso mesmo, tive o cuidado de o por ao corrente de algumas manifestações de desagrado de colegas vossos, e as iniciativas que estavam a ser equacionadas com a antecedência necessária para facilitar a viabilização da solução em tempo útil.

    “Outro reparo, dos dois paradigmas de que falas, não concordo em nada com nenhum. “

    É um direito que te assiste, obviamente, e que eu respeito.

    Quanto “em mais nenhuma Unidade Orgânica vejo uma tão grande proximidade entre Alunos e Professores”, é a mesma coisa que perguntares a uma mãe se o filho é o mais bonito.

    Revelas um certo desconhecimento das outras culturas organizacionais da UAlg. Os alunos da FE partilham do teu sentimento em relação à proximidade com os professores.

    “…e se te preocupasses da mesma maneira, com o mesmo tom e com a mesma sensibilidade com a tua Unidade Orgânica? Será que seria a mesma coisa? Não era, pois era o ” Costa”…”

    Andas mesmo distraído…Então vê lá alguns exemplos. Dá atenção especial ao primeiro link…

    Estratégia da Faculdade de Economia ou a falta dela…
    http://www.joaquimcosta.com/2009/06/estrategia-da-faculdade-de-economia-ou-a-falta-dela/

    Irregularidades nos Estatutos da Faculdade de Economia

    http://www.joaquimcosta.com/2010/02/%E2%80%9Cirregularidades-nos-estatutos-da-faculdade-de-economia-da-universidade-do-algarve%E2%80%9D/

    Sr. Director da Faculdade de Economia venho por este meio…
    http://www.joaquimcosta.com/2010/03/sr-presidente-da-faculdade-de-economia-venho-por-este-meio/

    Caro colega Conselheiro, “o que diferencia um aluno do universitário é a sua atitude crítica e não a falta dela”. Temos de ter uma postura pro-activa e não reactiva. É que treinadores de bancada há muitos, mas soluções reais e viáveis poucos as possuem na humildade do seu ser.

  11. Boas tardes,

    Por aqui passei e por aqui não posso deixar de comentar. Desde já, agradeço-te Joaquim Costa pela pronta e tão detalhada informação sobre este pequeno incidente que se passou na minha Unidade Orgânica, a ESGHT. Se todos os Alunos fossem assim não seriam necessários os nossos orgãos de representação.

    Mas, não posso deixar de reparar que a divulgação da tua informação deu-se depois de já serem conhecidas as medidas que se irão tomar para se resolver esta questão. Pois, como muito bem disseste, na tertúlia, pouco ou mal divulgada, soubeste o que se debateu lá. Além da tão afamada questão do 12, debateu-se também o problema da Unidade Curricular de Empreendorismo e gestão de Projectos Empresariais, no qual o Director da ESGHT, o Prof. Paulo Águas disse publicamente que se fosse preciso fazia-se novo exame, facto que se viu a confirmar com a mensagem do Prof. Ludgero. Portanto, o asunto já estava resolvido.

    Em relação á assiduidade dos alunos, não é um problema da ESGHT, nem da UALG, é um problema de mentalidades e sentido de responsabilidades, quer por parte das instituições, quer por parte dos Alunos.

    Outro reparo, dos dois paradigmas de que falas, não concordo em nada com nenhum. Os Professores não têm a faca e o queijo na mão, os alunos unidos em volta da sua estrutura associativa, esses sim, têm a faca e o queijo na mão, esses sim têm o poder de definir o seu sucesso ou insucesso. No segundo paradigma de que falas no Professor á imagem de Deus, e que os Alunos têm medo de colocar as questões por causa de possíveis represálias por parte dos seus professores, ou mesmo, quando estas represálias podem originar o sucesso ou insucesso do Aluno, isto caro Joaquim Costa, principalmente na ESGHT, não corresponde á verdade. Não é por aqui ser Aluno. Mas nunca se viu um Aluno com medo de abordar um Professor de forma directa. Em mais nenhuma Unidade Orgânica vejo uma tão grande proximidade entre Alunos e Professores. Agora, somos dois mil Alunos, e não sou tão ingénuo ao ponto de dizer que não possam existir conflitos pontuais.

    Por último devo dizer-te que apesar de não concordar com o tom, concordo em grande parte com comentário da Ana Guimarães. Obrigado por te preocupares connosco, com a ESGHT, mas e se te preocupasses da mesma maneira, com o mesmo tom e com a mesma sensibilidade com a tua Unidade Orgânica? Será que seria a mesma coisa? Não era, pois era o ” Costa”…

    Estou muito orgulhoso da minha ESGHT, porque mais uma vez provou que se uniu Professores e Alunos e se resolveu tão prontamente uma questão que podia ser mais delicada.

    Com as melhores saudações académicas,

    Pedro Oliveira

  12. Está qualquer coisa errada aqui..

    O Costa é aluno da Faculdade de Economia concorrente da ESGHT, no entanto no seu trabalho de estratégia sobre a FE, fez grandes elogios a escola, evidenciou o facto da escola ser a escola de gestão de referência da Região do Algarve, quando ele próprio é aluno de gestão de empresas.

    Vejam com os vossos própios olhos: http://www.joaquimcosta.com/wp-content/uploads/2010/03/Trabalho_de_Planeamento_e_Estr.pdf

    Quanto à imparcialidade estamos perfeitamente esclarecidos.

  13. Dores de cotovelo é o que é…

    Tenho a certeza que ele conhece a ESGHT melhor que muita gente que se acha muito…

    As pessoas têm o direito de se manifestar como bem entenderem sem que para isso tenham de por em causa o bom nome das pessoas. Foi o caso..não percebo algumas reacções..???

  14. Acompanho este espaço desde os primórdios da sua existência, e não tenho memória de uma artigo feito pelo o Costa tão suave.

    Não me surpreendo a reacção da Ana, antes pelo o contrário, percebo perfeitamente as motivações da sua intervenção, mas foi uma entrada fora de tempo e descontextualizada com o conteúdo do artigo.

    Que os professores não gostem e manifestam o seu descontentamento aos alunos, como forma de influenciar o seu comportamento, até aqui tudo mais do mesmo. Agora, seres vitima dessa coação psicológica é que me incomoda. Onde está a tua atitude critica?

    E o email, enviaste ou não? Era bom sabermos…

  15. Como aluno desta escola, não me sinto minimamente melindrado com este artigo. Aliás, é perceptível a olho nu que o Costa registou ambas as versões. A dos alunos e a dos professores. Vi imparcialidade na transmissão da notícia.

    Por outro lado, faz questão de elogiar o Director da nossa escola pela forma como conduziu esta matéria, é inegável caramba..

    Ó Ana, as eleições para a académica já lá foram. Nessa altura disse-se muita coisa que não é verdade em relação ao Costa, porque o que contava, era apenas ganhar… Não dignificaram ninguém com essa postura, por isso, acho que não te fazia mal reconhecer que te precipitaste na avaliação do post…

  16. O comentário da Ana Guimarães é realmente algo interessante.

    Acho que a tua azia vem de muito longe, compreende-se…Mais do que isso, ficaste toda lixada porque ele foi a primeira pessoa a levantar a questão nos órgãos da tua escola, antes mesmo de vocês como indicas no teu comentário:

    “tendo em conta a tua publicação, não poderão ser deixados em branco.”

    O que por outras palavras ilustra a vossa passividade na abordagem destas matérias, o que só expõe a vossa mediocridade na defesa dos interesses dos estudantes que dizem representar!!! Já agora sabes qual foi a taxa de abstenção das eleições para o conselho pedagógico?

    Se calhar nem todos sabem quem são os seus representantes!

    Depois, o mais certo foi teres ouvido das boas por parte dos professores que integram o Conselho Pedagógico, daí a tu agressividade injustificada. É sempre a mesma coação psicológica, mas o pior é que tu papaste esse tipo de manipulação…

    O Costa tem feito um trabalho gigantesco e não merece o tipo de agressividade que impuseste no tua exposição.

    Não acabes com o site por favor!!!!!!!!!!!!!!!!!!

  17. Cara Ana Guimarães,

    Antes de mais muito obrigado pelo teu comentário, no entanto pareceu-me que não deste o melhor sentido ao artigo, ou pior ainda, não coloquei as vírgulas nas palavras certas. De qualquer das formas, a essência não é a que altruisticamente atribuíste.

    Este artigo teve o objectivo de formar os estudantes do procedimento a ter nestas situações. Por outro lado, um elogio aos órgãos da tua escola pela forma como tratou do assunto. Nem sempre casos semelhantes têm este desfecho.
    No entanto, fizeste algumas considerações que não concordo.

    Vejamos:

    “…como é que tu, não sendo aluno desta Escola, consegues, tão afincadamente defender uma posição, sem teres conhecimento de tudo o que se passa nesta escola…”

    O assunto que nos aqui move, não é o todo, mas um em específico. No artigo faço transcrições do Director da ESGHT e de alunos inscritos à cadeira. Como poderás concordar, informação não faltou.

    “… podes dormir descansado, porque há, felizmente, alunos a representar os alunos desta escola, têm conhecimento dos meios correctos e mais eficazes para o fazer…”

    Ó Ana…quando eu escrevi este artigo, foi com o intuito de certa forma informar as pessoas qual é o procedimento a tomar. Eu faço referência a isso: “…devemos dar conhecimento a quem de direito, percorrendo os canais próprios para o efeito.” Que são os órgãos da escola.

    O que não me impede de relatar estas questões no meu site, vivemos em democracia, a pluralidade e manifestação de opinião é regra do sistema democrático.

    “Tens conhecimento das Presenças nas aulas? pois é…o velho problema.”

    No artigo está um excerto da mensagem do Prof. Ludgero referente à baixa assiduidade dos alunos.

    “Dizes que não são conhecidos os representantes … foi tentado algum diálogo por parte de algum destes alunos antes de se proceder à entrega da referida carta?”…”não me venhas dizer que não conhecem, nem têm possibilidade de entrar em contacto com um destes alunos…”

    Tenho a certeza que muitos colegas conhecem-te e sabem todos os teus cargos, Com certeza enviaste um email pela rede da universidade a informar os teus colegas as competência do CP de forma a entenderem importância do órgão, e que tu os representas…?

    Quanto à Tertúlia, na secção de eventos no site da AAUAlg não constava nenhuma referência, no Twitter nada, no facebook foi anunciado no próprio dia às 18:08, ou seja, três horas antes. Mas sei do que se tratou:a questão dos 12 valores nota mínima de aprovação às cadeiras.

    Olha que tinha dado um grande contributo, mas por impossibilidades de agenda não foi possível.

    Acho que em vez de expressares um grito de guerra, porque na tua opinião invadi o teu “território” e isso, é visto como uma ameaça, poderias ver a parte positiva do artigo, mas não…é o “Costa”

  18. Este é um bom exemplo de quando a razão nos assiste e os argumentos são inrefutáveis, as coisas são resolvidas. E neste ponto em específico, as coisas recompuseram-se porque foi em tempo útil.

    Sinceramente não esperava outra coisa dos representantes institucionais da ESGHT.

    Acreditem ou não, a vossa escola está mais bem qualificada no ranking nacional que a Faculdade de Economia, dados do MCTES. E sabem porquê?

    – Porque apesar de nem tudo correr bem, muitas outras correm realmente bem. Acreditem ou não, a vossa escola trabalha para vocês, mas, precisa do vosso contributo para limar as tais arestas..

    A diferença do menos bom ao bom, está na atitude de cada um de nós, e, à nossa postura perante certas realidades.

    Já viram que quando temos razão é nos reconhecido.

    A perfeição é sempre um processo continuo que podemos fazer parte ou não, fica ao nosso livre arbítrio.

  19. Boa tarde Joaquim,

    Realmente nunca me vai deixar de espantar o interesse por ti demonstrado em defender todos os interesses dos alunos, fico contente, se for feito da maneira correcta.

    Não tenho conhecimento da veracidade de todos os argumentos que apresentas, no entanto há uma opinião que partilho com alguns elementos do Conselho Pedagógico, que de facto, tendo em conta a tua publicação, não poderão ser deixados em branco.

    Como elemento do Conselho Pedagógico da ESGHT, entristece-me e deixa-me revoltada o modo como isto se desenrolou.

    Não percebo, primeiro, como é que tu, não sendo aluno desta Escola, consegues, tão afincadamente defender uma posição, sem teres conhecimento de tudo o que se passa nesta escola, incluindo da relação que é mantida há muitos anos nesta Unidade Orgânica, entre professores e alunos, e que queremos que continue saudável, como até aqui tem vindo a acontecer.

    Não digo que não existam problemas, mas esses há em todas as Unidades Orgânicas, e têm de ser os alunos que neles participam a dar a conhecer, a quem de direito, da existência dos mesmos.

    Em relação a sermos de alguma forma repreendidos quando procedemos a uma queixa? Isso já aconteceu nesta escola? não me parece que possas afirmar algo sobre isso.

    Dizes que não são conhecidos os representantes … foi tentado algum diálogo por parte de algum destes alunos antes de se proceder à entrega da referida carta? Estive presente na Tertúlia nesta segunda (dia 24) , em que foi exposto este problema ao Prof. Paulo Águas , e quem esteve presente, sabe as respostas que foram dadas.

    Nesta Escola existe toda a abertura para serem apresentados os problemas aos Docentes , por parte dos alunos. Há casos em que isso não acontece? Acredito que sim, mas aí (nesses raros casos, e quando o aluno tiver razão), proceder-se-à a outro tipo de acção.

    Sabes que não houve 1 único contacto por parte dos alunos, a nenhum dos 8 docentes que leccionam esta Cadeira? Tens conhecimento das Presenças nas aulas? pois é…o velho problema.

    Mas a questão principal nem é esta, e sobre isso não me quero realmente pronunciar, porque não frequentei a cadeira.

    Existem de facto Orgãos em que estão presentes alunos, que podem representar todos os colegas desta Escola, entre eles, o Conselho Pedagógico, Núcleo Pedagógico, Direcção Geral. E não me venhas dizer que não conhecem, nem têm possibilidade de entrar em contacto com um destes alunos…(se não conhecem os representantes, nunca viram a porta do Prof. Paulo Águas, e muitos outros, fechada a alunos).

    Esta não é de facto a forma como nós, alunos da ESGHT queremos que as coisas se resolvam, porque até aqui, temos usado os nossos meios, e acredita, têm resultado.

    O espanto é ainda maior por seres aluno da Faculdade de Economia, por isso, realmente, só te informo, que a quereres ajudar, foste contra a nossa filosofia, e falo por mim, e acredito que por muitos, dessa ajuda dispensamos.

    Fico contente que te preocupes com a Universidade, mas de facto, apenas te digo que com a ESGHT, podes dormir descansado, porque há, felizmente, alunos a representar os alunos desta escola, que têm conhecimento dos meios correctos e mais eficazes (sim, porque esta tua publicação não resolve nada) para o fazer.

    Deixo aqui o meu contacto, caso algum aluno da ESGHT tenha algum problema a nível Pedagógico e não saiba a quem se dirigir, Estão à vontade para expor todo o tipo de problemas, se precisarem de alguma coisa.

    anacastroguimaraes@gmail.com

    Saudações Académicas,

    Ana de Castro Guimarães,

    aluna nº 37350 – Gestão Hoteleira

  20. Caros alunos,

    Serve a presente para vos informar que todos os alunos que não lograram obter dispensa de exame à disciplina e que o realizaram no passado dia 24/05, que será realizado novo exame no próximo dia 2/06, pelas 19,00 horas em sala ainda a indicar.

    Os alunos que realizarem esse exame poderão optar pela melhor nota entre a desse exame e a do já realizado. A nota do exame já realizado será publicada entretanto.

    Sou ainda a informar que, por este motivo, o exame de recurso será transferido do dia 7/06 para 11/06, às 10 horas.

    Com os melhores cumprimentos.

    Ludgero Sequeira

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