Os professores interessam-se em demasia e os estudantes estão-se nas tintas…

Comissões eleitorais das Unidade Orgânicas -Eleições para o Senado Académico 2010O título está de acordo com a abstenção dos últimos dois  escrutínios para eleger os estudantes. Em 2009 foi de 91,5% e em 2011 de 95,9%. Já os outros corpos académicos têm uma alta taxa de participação.

Hoje temos eleições para o Conselho Geral da Universidade do Algarve e como sempre, os meses que antecedem este escrutínio eleitoral é precedido de grandes movimentações na constituição das listas, quer sejam do corpo docente, funcionários não docentes e dos estudantes. O que existe em comum neste processo é as motivações dos vários intervenientes e o clima de profunda desconfiança até que as listas estejam oficializadas. Porquê? Porque existem sempre desertores de um lado e do outro. As listas passam mais tempo a delinear estratégias para aniquilar os seus adversários, do que realmente pretendem para o futuro da instituição.

Uma afirmação pouco simpática, mas na verdade, a luta pelo poder na Universidade do Algarve tem contornos muito peculiares. Note-se que a interferência de alguns professores na constituição de listas de estudantes é de tal forma, que se assiste a financiamentos com dinheiros dos próprios e com recursos institucionais. Como adjetivou o Professor Adriano Pimpão na qualidade de presidente da comissão eleitoral de 2008, numa mensagem difundida à comunidade académica: “democracia musculada”.

Passemos às eleições propriamente ditas. Claro que a constituição de listas para o Conselho Geral tem como principal objetivo e prioridade, a eleição do reitor. Não tenhamos a menor dúvida. Primeiro o poder, o projeto vem a seguir.

O resultado da eleição de hoje vai indicar-nos o próximo (a) reitor (a) da Universidade do Algarve. Para já perfilam-se dois candidatos: O eterno candidato Prof. Doutor Efigénio Rebelo diretor da FEUAlg e a Prof. Doutora Anabela Romano atual vice-reitora.

Na verdade, por um voto se ganha e por um voto se perde. Quem conseguir a maioria de entre os corpos académicos, optará por uma cooptação de membros externos que lhe garantam a maioria, e com isso, eleger o seu candidato.

Se retrocedermos à eleição de 2008, verificamos que o Professor João Guerreiro foi reeleito por uma unha negra. Se tivermos em linha de conta as concertações de então, bastava que a lista do Professor Ludgero Sequeira obtivesse apenas mais um voto para eleger mais um membro da sua lista pelo politécnico, e o mesmo aconteceu com a lista da Professora Maria Bebianno no subsistema universitário, para que o Professor João Guerreiro não fosse reeleito. Um voto fez toda a diferença.

Sendo certo que nesta fase muitos cargos estão prometidos (condição sine qua non para que qualquer candidato tenha hipóteses de vencer a eleição), não deixe de escolher o seu candidato. Encare com se de umas eleições primárias se tratasse. 

Olhando para as listas dos docentes que se vão submeter a sufrágio e de acordo com o meu passado associativista enquanto candidato à Assembleia Estatutária de 2007 e do Conselho Geral de 2008 e das concertações que se geraram na época, posso estabelecer as seguintes ligações entre as várias listas dos docentes com o candidato Prof. Doutor Efigénio Rebelo.

  • Lista D – Cabeça de Lista: Nuno Gonçalo Viana Ferreira Bicho
  • Lista E – Cabeça de Lista: Maria João da Anunciação Franco Bebianno
  • Lista G – Cabeça de Lista: Saúl Neves de Jesus
  • Lista B – Cabeça de Lista: Ludgero dos Santos Sequeira

Relativamente aos estudantes, a associação já garantiu três dos seis lugares possíveis, pois é lista única no politécnico, como poderá verificar no quadro abaixo apresentado. Relativamente ao subsistema universitário, a disputa será entre quatro listas, sendo que, a única garantia é que uma delas não elegerá qualquer membro.

No que diz respeito à representatividade, a associação académica ambiciona os seis lugares e desta forma obter o pleno. No entanto, a pluralidade é uma qualidade que não consigo deixar de apreciar e que os estudantes também devem ter em conta. Imagine-se que o PSD nestas eleições obtinha a maioria absoluta? Que não precisasse de se coligar ao CDSPP, que vantagens teríamos nós? Se assim é o que é, não quero imaginar como seria uma maioria. Mas pronto, é a minha opinião e vale o que vale. Os estudantes são soberanos e com mais ou menos cacique elegerão os seus representantes.

Eleições CG 2013

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